A interlocutores, Bolsonaro se queixa de cansaço extremo e quer folga

Adriano Machado/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bolsonaro tem reclamado a interlocutores do ritmo adotado, sem descanso, desde a campanha eleitoral.

  • Presidente teria sugerido diminuição de atividades até, ao menos, segunda semana de 2020.

Jair Bolsonaro está cansado – extremamente cansado. Em razão disso, tem reclamado a interlocutores sobre a necessidade de diminuir o ritmo da agenda presidencial, ao menos agora, final de ano.

A informação foi publicada pelo blog do jornalista Guilherme Amado, na revista Época.

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Segundo o blog, Bolsonaro tem se queixado nas últimas semanas a ao menos dois interlocutores sobre o cansaço extremo. Na avaliação do presidente, isso seria resultado de uma suposta falta de descansado, já desde a campanha eleitoral, até agora.

A ideia do presidente, continua a publicação, é que a redução de ritmo siga pelo menos até a segunda semana de 2020.

Câncer de pele

Esta semana, o próprio Bolsonaro chegou a dizer que que tem a possibilidade de ter câncer de pele. Na sexta, o Palácio do Planalto informou que o chefe do Poder Executivo teve lesões removidas e submetidas a exames. 

"Foram realizados alguns procedimentos como retirada de lesão verrucosa na face e na orelha, além de crioterapia em lesões no tórax e no antebraço, provocadas pelo excesso de exposição solar. O material segue para análise laboratorial, como é de rotina", diz a nota divulgada pela Secom (Secretaria de Comunicação Especial) no início da tarde desta quinta-feira (12).

Em nenhum momento a nota faz qualquer menção direta sobre a possibilidade de o presidente ter um câncer de pele. Na quarta-feira (11), a jornalistas, Bolsonaro declarou que havia a possibilidade de ter câncer de pele.

De acordo com o Planalto, a consulta dermatológica, realizada na tarde de quarta-feira (11) estava agendada previamente "com o objetivo de reavaliação de atendimento feito seis meses atrás".

O médico especialista, de acordo com a Secom, recomendou avaliação semestral do presidente "em face do excesso de exposição solar prévia, o que já está sendo seguido".