"A luta é coletiva", afirma Maju Coutinho sobre ataques racistas a filhos de Ewbank

"A luta é coletiva", afirma Maju Coutinho, no "Altas Horas", sobre ataques racistas a filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Divulgação/Globo)
"A luta é coletiva", afirma Maju Coutinho, no "Altas Horas", sobre ataques racistas a filhos de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Divulgação/Globo)

Maju Coutinho foi uma das convidadas do "Altas Horas" do último sábado (6) e relembrou a recente entrevista com os atores Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso após os filhos do casal, Tití e Bless, sofrerem ataques racistas em Portugal. A jornalista definiu a conversa como uma "sensação de dever cumprido" e espera que o assunto desperte a consciência das pessoas, já que considera a luta contra o racismo algo coletivo.

"Fiquei emocionada, muito tocada, com toda a situação. Desde que eu soube, no sábado, até a realização da entrevista, foi muito corrido. A gente soube no sábado de noite e no domingo corremos com a produção para entrevistá-los", relembrou a apresentadora do "Fantástico".

"Foi uma sensação de dever cumprido mesmo, e que as pessoas sejam tocadas por essa consciência. É uma luta que depende de todos nós. A luta contra o racismo é coletiva", afirmou. Ela também relembrou a conversa com a pesquisadora Carla Akotirene, que colaborou na reportagem:

"Achei muito bonito a Carla pontuar, e a Giovanna também pontuar, a diferença do olhar do outro com a relação à reação de uma mãe preta, que geralmente fica acuada, com medo de se expor e sofrer represália por defender a cria de uma atitude criminosa", disse.

Relembre o caso

Em vídeos gravados em Portugal e e divulgados nas redes sociais no dia 30 de julho, Giovanna aparece discutindo com uma mulher que foi racista com os seus filhos. Segundo a assessoria do casal, a mulher em questão xingou os flhos do casal e uma família de turistas angolanos que estavam em um restaurante na Costa da Caparica, em Portugal. Ela pedia que eles saíssem do restaurante e voltassem para a África, além de chamar as crianças de "pretos imundos".

No vídeo, Giovanna chama a mulher de "racista nojenta" e que ela "merecia levar uma porrada". Segundo a assessoria do casal, a mulher foi levada escoltada pela polícia. Ewbank e Gagliasso ainda prestarão queixa formalmente na delegacia portuguesa.

Confira o comunicado da assessoria do casal:

"Comunicamos que os filhos do casal Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso foram vítimas de racismo no restaurante Clássico Beach Club, na Costa da Caparica, em Portugal, neste sábado, dia 30 de julho, onde a família passa férias. Uma mulher branca, que passava na frente do restaurante, xingou, deliberadamente, não só Títi e Bless, mas também a uma família de turistas Angolanos que estavam no local - cerca de 15 pessoas negras. A criminosa pedia que eles saíssem do restaurante e voltassem para a África, entre outras absurdos proferidos às crianças, tais quais “pretos imundos”.

Confirmamos, conforme vídeos que já circulam no Brasil, que Giovanna reagiu e enfrentou a mulher, enquanto Bruno Gagliasso, seu marido, chamou a polícia. A mulher foi levada escoltada e presa.

Informamos ainda que Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank prestarão queixa contra a racista formalmente na delegacia portuguesa.

A Trigo Casa de Comunicação lamenta as agressões sofridas por Títi, Bless e os turistas angolanos e apoia integralmente as ações tomadas por Giovanna e Bruno. Racismo é crime".