A pandemia acabou com a troca de cartões de visitas?

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A chegada da pandemia da COVID-19 mudou a nossa forma de relacionamento e está derrubando o cartão de visitas. (Getty Images)
  • Até 2020, quase sete bilhões de cartões de visita eram impressos no mundo

  • Empresas estão investindo em novas formas de trocar informação

  • Adesivos e NFC estão sendo usados como substitutos do cartão

De acordo com uma pesquisa da BBC, um diretor de empresa chegava a trocar quase 400 cartões de visitas por ano. A cada dia mais de 27 milhões eram impressos, o que daria mais de sete bilhões de impressões em um ano (mais de um cartão por pessoa no mundo). Porém, desde o começo de 2020 isso tem mudado. A chegada da pandemia da COVID-19 mudou a nossa forma de relacionamento e está derrubando o cartão de visitas.

O primeiro substituto é o QR Code. Seja em um restaurante para você ver o menu ou por aproximação no celular para trocar as informações, o item tecnológico tem virado uma febre para que as pessoas possam continuar interagindo, mas sem trocar um cartão físico.

Uma empresa japonesa, a Sansan, que produzia cartões de visita no país, foi uma das primeiras a informar sobre a necessidade da mudança. Como os dados assinalados para trás, eles passaram a investir no QR Code e hoje possuem mais de quatro mil companhias usando a tecnologia.

Além de poder adicionar o código à sua vídeo chamada, ele também funciona pessoalmente por meio do seu smartphone - a pessoa que você conhece só precisa escanear o código na tela para que seus dados apareçam em seu aparelho.

Nos Estados Unidos, a Popl, aproveitou o conhecimento em troca de informações por contato (NFC) para dar um fim aos cartões de visita. Ao colocar um adesivo no seu telefone, a outra pessoa precisa apenas aproximar o aparelho e receber as informações que estão armazenadas.

"Tudo o que tenho que fazer é passar o meu Popl ao lado do seu telefone e ele envia as informações". A outra pessoa não precisa ter o aplicativo ou tag da empresa instalado. O Popl foi lançado em fevereiro de 2020, pouco antes do início da pandemia global, e diz ter mais de 10.000 clientes empresariais.

"Agora que estamos neste mundo sem contato, acho que esse tipo de sistema vai continuar funcionando, mesmo depois de saímos da pandemia", disse Alvarez-Cohen, co-fundador da companhia, em entrevista para a BBC.

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