“A política ainda é muito machista”, afirma Jandira Feghali

Jandira Feghali é médica e deputada federal eleita pelo Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Facebook

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) começou a atuar politicamente bem jovem, participando da luta dos estudantes de medicina. Porém, ela diz que o que lhe motivou a entrar para a política foi quando ela começou a participar do Projeto Rondon, na década de 70.

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Lá, ela e outras pessoas cuidavam de crianças carentes ribeirinhas. Mas, ela afirma que parecia que estava “enxugando gelo” naquela situação. “Cuidávamos de verminose e depois elas voltavam a tomar água do rio, contraindo novamente a doença”, afirmou a deputada ao blog.

“Logo depois ingressei no PCdoB, ainda clandestino, me tornando deputada estadual constituinte do Rio. De lá para cá, já são 8 mandatos, sendo 7 como deputada federal”, disse Jandira.

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De lá para cá, ela teve que enfrentar desafios na profissão que dizem respeito às bandeiras que acredita. Porém, ela passou e ainda passa por situações que não são encaradas por homens.

“Costumo dizer que estar no Parlamento é viver numa ilha de engravatados. A política ainda é muito machista. A mulher parlamentar passa por muitos preconceitos, como a dúvida de sua capacidade política, por exemplo. Mas tem também a agressão moral”, constatou.

Segundo ela, a mulher precisa ter sua marca na política. “É preciso se descolar de clichês e ter sua pauta, suas lutas, sua identidade”, afirmou dizendo que incentiva que outras mulheres entrem para a política. Segundo ela, somente com mais representantes, as mulheres terão mais direitos.

“Para que defendam seus direitos e ocupem seu espaço na política como lhes é de direito. Quanto mais mulheres na política, menos danos aos seus direitos serão feitos”, disse constatando que mulheres costumam ter muito mais jogo de cintura quando é necessário lidar com problemas e pressões do cotidiano.

Em entrevista ao blog, ela afirmou que já passou por situações difíceis em sua posição dentro do Parlamento. Porém, ela afirma que sempre lidou com os problemas de maneira firme.

“Enfrento e não baixo a cabeça. Denuncio, grito e exponho. Não me omito. É um comportamento que ajuda, inclusive, para que outras mulheres também não deixem de denunciar ou enfrentar o machismo”, finalizou.

Durante duas semanas, o blog falou sobre as situações enfrentadas diariamente por mulheres que estão dentro da política. A série de matérias especiais começou no último dia 5 de agosto e acaba nesta sexta-feira (16).