A poucos dias do Natal, empresa dos EUA promove demissão em massa

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Funcionários demitidos confrontaram seus gerentes durante reunião via Zoom (Pavlo Gonchar/Getty Images)
Funcionários demitidos confrontaram seus gerentes durante reunião via Zoom (Pavlo Gonchar/Getty Images)
  • Demissões foram feitas antes do prazo final de trabalho

  • Para os profissionais "há uma grande falta de respeito pelos trabalhadores"

  • “Sou mãe solteira, não posso mais pagar pelo Natal", disse uma funcionária

Algumas semanas depois da demissão em massa via Zoom, feita pelo CEO Vishal Garg, viralizar de forma negativa, foi a vez dos funcionários da Williams-Sonoma - empresa americana de varejo - reclamarem publicamente da forma que foram demitidos e também do período. Afinal, tudo foi feito a poucos dias do Natal e cerca de um mês antes da previsão do fim de seus empregos sazonais.

De acordo com a reportagem do New York Post, uma porta-voz da empresa norte-americana disse que as demissões ocorreram em "reuniões de pequenos grupos", de aproximadamente 10 a 15, por telefone porque todos os trabalhadores sazonais envolvidos eram remotos. Uma funcionária demitida, entrou em contato de forma anônima e contestou essa fala, dizendo à publicação que havia mais de 100 pessoas na teleconferência que ela participou.

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Teleconferências tensas

De acordo com o Daily Mail, a gigante de produtos domésticos de luxo demitiu funcionários remotos - que trabalhavam para o varejista e suas marcas subsidiárias Pottery Barn e West Elm - em uma série de tensas teleconferências esta semana. Um funcionário anônimo de Tampa, Flórida, comentou que as pessoas estavam arrasadas. “Sou mãe solteira, não posso mais pagar pelo Natal", disse outra à publicação. Outro profissional demitido postou um vídeo que mostrava a indignação dos mesmos.

Eles "concluíram suas atribuições"

O representante do varejista disse ao Daily Mail que os empregos sazonais podem começar e terminar a qualquer momento durante o aumento no varejo entre agosto e janeiro, e que os trabalhadores demitidos concluíram suas atribuições para a temporada. “Com muito trabalho sazonal, a maior parte do trabalho ocorre antes do Natal”, disse a porta-voz. “Não há nada que prometa a data de término da atribuição sazonal", acrescentou.

Demissões antes do prazo

Segundo um dos empregados demitidos, as demissões ocorreram mais de um mês antes que os trabalhadores esperassem que seu emprego terminasse no final de janeiro. “Toda essa cultura de trabalhar em casa agora, há uma grande falta de respeito pelos trabalhadores”, disse. O vídeo da chamada revela um gerente agradecendo aos trabalhadores e dizendo-lhes para "bater o ponto". "Logo após esta ligação, queremos que você saia", disse na gravação. "Você está fazendo isso na semana de Natal, de quem foi a ideia?", perguntou o funcionário que estava filmando a ligação. “Isso não está aberto para discussão, não estamos tendo essa conversa”, respondeu o gerente.

Convites misteriosos

A funcionária demitida que falou ao Daily Mail disse que seus colegas foram contratados em setembro e que seus empregos durariam até janeiro. Mas na semana passada, ela disse, a empresa começou a reprimir as horas extras, proibindo os trabalhadores de fazer horas extras para economizar para as despesas de Natal. No fim de semana, os funcionários sazonais começaram a receber convites para reuniões misteriosas, onde ficaram sabendo que seriam desligados imediatamente.

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