Retirada de rebeldes e civis de região de Al Waer, na Síria, durará 2 meses

Cairo, 20 mar (EFE).- A saída de combatentes e civis do distrito de Al Waer, o único sitiado na cidade de Homs, no centro da Síria, se desenvolverá ao longo de dois meses, após a retirada de um primeiro grupo no último sábado, disse nesta segunda-feira à Agência Efe uma fonte da oposição.

O presidente do Conselho da Província de Homs Livre, Amir Abdel Qadir, explicou por telefone que espera que entre 15 e 20 mil pessoas deixem essa área, cercada por soldados governamentais, em direção a regiões controladas pelos insurgentes.

"No sábado, 5% dos combatentes e civis que solicitaram ser evacuados de Al Waer saíram e, nas próximas semanas, sairão cerca de sete ou oito grupos", indicou Abdel Qadir.

Há dois dias, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou sobre a retirada de 1.500 civis e rebeldes de Al Waer.

Abdel Qadir detalhou que as pessoas que deixarem o distrito se dirigirão a áreas dominadas pelos insurgentes nas províncias de Aleppo e Idlib, no norte do país, assim como para o norte da região de Homs.

O líder opositor garantiu que os moradores de Al Waer se viram obrigados a aceitar o acordo com as autoridades, que foi apoiado pela Rússia, porque "a situação humanitária é muito ruim".

"Aceitaram sair porque as condições são péssimas, não há remédios e dependem da ajuda que entra nos comboios humanitários da ONU e do Crescente Vermelho, mas, nas últimas semanas, não entrou nenhum. Além disso, não há nenhum tipo de serviço, como água e eletricidade", ressaltou Abdel Qadir.

Al Waer é o único bairro controlado pela oposição em Homs. Em dezembro de 2016, aconteceu a retirada de mais de 700 pessoas, entre combatentes e civis, após um pacto entre os rebeldes locais e as autoridades.

Desde então, houve várias tentativas de negociação para completar a evacuação, que nunca acabaram com sucesso.

Al Waer, que está localizado no noroeste de Homs, está sitiado desde novembro de 2013 e estima-se que sua população seja superior a 75 mil pessoas. EFE