Aborto negado à menina de 11 anos estuprada repercute na imprensa internacional

Aborto de criança em SC: Ação de juíza Joana Ribeiro Zimmer no caso repercutiu na imprensa internacional
Aborto de criança em SC: Ação de juíza Joana Ribeiro Zimmer no caso repercutiu na imprensa internacional

A conduta da juíza Joana Ribeiro Zimmer, que, durante uma audiência sobre medida protetiva, tentou convencer uma criança de 10 anos, vítima de estupro, a seguir com a gestação indesejada, repercutiu na imprensa internacional. A decisão de impedir o aborto apesar do respaldo legal foi assunto em sites dos Estados Unidos e de países europeus e da América Latina.

A revista americana "Newsweek" destacou uma reportagem em seu site. A matéria ressalta que "o caso atraiu críticas generalizadas no país majoritariamente católico, com especialistas dizendo que não há base legal para a situação, nem em relação à postura que o hospital adotou, nem à decisão do juiz".

Ainda nos EUA, o "The New York Post" lembrou que os médicos se recusaram a fazer um aborto na menina porque ela já estava com 22 semanas e dois dias de gravidez. E foi alegado que o procedimento poderia ser feito se a garota tivesse no máximo 20 semanas de gestação.

Na Inglaterra, o jornal "The Independent" chamou a atenção para o fato de que a maioria dos abortos no Brasil são realizados em condições médicas que colocam as mulheres em risco, em clínicas ilegais ou outros locais clandestinos.

O "Daily Mail", também da Inglaterra, publicou duas reportagens sobre o caso. Na primeira noticiou a "indignação no Brasil" com negativa que a família da menina recebeu da Justiça para realização do aborto legal. Na segunda, escreveu em letras maiúsculas que a juíza Joana Ribeiro Zimmer foi promovida após negar o procedimento para a vítima.

O jornal italiano "Il Fatto Quotidiano" afirma que a "mãe da vítima de violência teve sua filha roubada para impedi-la de realizar um aborto". A publicação se referia ao fato de que a menina foi mantida em abrigo para que o procedimento não fosse realizado.

A agência de notícias argentina Telam ressaltou que, além de negar o aborto, a juíza Joana Zimmer encorajou a menina a escolher o nome do bebê. A rede de televisão portuguesa Sic Notícias lembrou que a magistrada tentou persuadir a vítima a levar a gestação adiante.

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