Abraham Weintraub deixou o Brasil e está nos EUA, diz irmão de ex-ministro

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Irmão do ex-ministro informou que ele já está nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução/Twitter)
Irmão do ex-ministro informou que ele já está nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução/Twitter)

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub deixou o Brasil e está nos Estados Unidos, anunciou na manhã deste sábado seu irmão, Arthur Weintraub, assessor especial da Presidência da República. Ontem, o ex-dirigente do MEC, que anunciou sua demissão na última quinta-feira, publicou nas redes sociais que pretendia deixar o país "o mais rápido possível".

"Obrigado a todos pelas orações e apoio. Meu irmão está nos EUA", escreveu Arthur Weintraub no Twitter. A mensagem foi replicada mais de duas mil vezes.

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Na última sexta-feira, Weintraub já havia manifestado a intenção de deixar o Brasil, sem explicar as motivações, em uma publicação na mesma rede social. Nesta manhã, o ex-ministro publicou uma mensagem comemorando a marca de 900 mil seguidores no site, mas não comentou seu paradeiro.

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"Aviso à tigrada e aos gatos angorás (gov bem docinho). Estou saindo do Brasil o mais rápido possível (poucos dias). NÃO QUERO BRIGAR! Quero ficar quieto, me deixem em paz, porém, não me provoquem!", escreveu na última sexta-feira.

A exoneração de Abraham Weintraub ainda não foi publicada no Diário Oficial da União e ele ainda consta no site do MEC como titular da pasta. Embora seja cotado para assumir uma diretoria-executiva no Banco Mundial, em Washington, a indicação ainda precisa ser chancelada. Não se sabe se o ex-dirigente do MEC está na capital americana.

O economista, que chegou a ocupar um cargo na Casa Civil de Jair Bolsonaro antes de ser indicado para substituir Ricardo Vélez Rodriguez, é investigado por crimes contra a segurança nacional, política e social. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na última quarta-feira, manter o agora ex-ministro no inquérito das fake news. Nele, Weintraub responde por seis infrações, incluindo crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social e difamação contra os juízes da Corte.

Na reunião ministerial de 22 de abril, cuja gravação foi liberada por decisão do ministro do Supremo Celso de Mello por ocasião do inquérito instaurado pelas acusações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de interferência política na Polícia Federal pelo presidente Jair Bolsonaro, Weintraub foi registrado defendendo a prisão de ministros do STF. No vídeo, ele afirma que apoia a prisão de "vagabundos, começando pelo STF", apontando para a Praça dos Três Poderes.

No último final de semana, o ex-ministro compareceu a uma manifestação antidemocrática organizada por apoiadores de Bolsonaro. Desrespeitando um decreto do governo do Distrito Federal por circular sem máscaras, Weintraub foi gravado reiterando suas críticas ao Supremo. O episódio acelerou sua saída do ministério, que já era aventada desde o acirramento da crise entre o Executivo e o Judiciário.

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