Abrigos do Rio atingem ocupação máxima

Geraldo Ribeiro
Primeiros moradores de rua chegam ao espaço do Sambódromo transformado em abrigo

O medo da contaminação pela Covid-19 fez crescer a procura por vagas nos abrigos da prefeitura destinados à população em situação de rua. Isso faz com que, em plena pandemia, as unidades estejam trabalhando com sua capacidade máxima. A informação é da Secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

Segundo o órgão, desde 10 de março até o último domingo, foram realizados 12.190 atendimentos à população em situação de rua. Desse total, 4.825 pessoas aceitaram acolhimento em abrigos e espaços adaptados pelo município para atender esse público.

Um desses espaços adaptados é o Sambódromo. As salas de aulas de três escolas que funcionam sob as arquibancadas ganharam camas e foram transformadas em quartos para receber moradores de rua. Segundo a secretaria, todas as 120 vagas disponibilizadas já estão ocupadas. No total, 213 pessoas já passaram pelo espaço.

Ao anunciar a abertura das primeiras 60 vagas, no fim de março, o prefeito Marcelo Crivella informou que a prioridade seria para idosos, grávidas e mulheres acompanhadas de crianças. Mas haveria vagas para homens adultos e idosos. Na ocasião, a prefeitura havia informado que o local tinha capacidade para receber até 400 pessoas.

A prefeitura também abriu 55 vagas no Hotel Popular da Central do Brasil para mulheres, cis e trans e outras 60 em hotel no Centro do Rio, estas destinadas a idosos em situação de rua. As ações foram anunciadas como medidas para evitar a disseminação do vírus.

Apesar de os abrigos estarem cheios, o município garantiu que o atendimento à população de rua está normal, com abordagens sociais por toda a cidade. A prefeitura afirma que até o momento não foi registrado nenhum óbito por coronavírus entre moradores em situação de rua acolhidos pelo município.