Abril é o mês com mais mortes por coronavírus em oito estados

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
RIO DE JANEIRO, BRAZIL â APRIL 22: Burials of Covid19 victims in Cemiterio do Caju, North Zone of the city, on April 22, 2021. Brazil registered 3,472 coronavirus deaths and more than 79,700 cases in the past 24 hours, (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
RIO DE JANEIRO, BRAZIL â APRIL 22: Burials of Covid19 victims in Cemiterio do Caju, North Zone of the city, on April 22, 2021. Brazil registered 3,472 coronavirus deaths and more than 79,700 cases in the past 24 hours, (Photo by Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images)
  • A uma semana do fim, abril já é o mês mais letal da pandemia de coronavírus no Brasil

  • As secretarias estaduais de saúde registraram 67.723 óbitos até sábado (24)

  • Oito unidades federativas também bateram recorde de óbitos em abril: Espírito Santo, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo Amapá e Piauí

Antes de terminar, abril já é o pior mês em número de mortes desde o início da pandemia de coronavírus no Brasil. Segundo dados das secretarias estaduais de saúde reunidas pelo consórcio de veículos de imprensa, 67.723 óbitos foram registrados no país até sábado (24).

O triste recorde anterior havia sido em março: 66.868 vítimas. Oito das 27 unidades federativas brasileiras (incluindo toda a região Sudeste) tiveram abril como o mês mais letal da pandemia.

Leia também

São eles: Espírito Santo, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo Amapá e Piauí.

Todas as unidades, com exceção do Amapá e do Rio de Janeiro, estão no segundo mês consecutivo de recorde de óbitos.

Em entrevista ao portal G1, a epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explicou que os dados poderão ser melhor entendidos ao final da pandemia e que os estados tiveram momentos diferentes no período.

"Quando a gente faz esse recorte no tempo, pode ser que não esteja no mesmo momento, e aqueles que estão com mais mortes agora podem não estar depois. Vamos conseguir ter um panorama melhor quando tivermos controlado a pandemia", afirmou.

Em decorrência da rápida propagação do vírus, o sistema de saúde esteve próximo do colapso e as equipes das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) não puderam ser qualificadas na mesma velocidade de abertura dos leitos.

"Esses leitos de UTI requerem uma mão de obra muito mais qualificada do que a gente foi capaz de produzir ao longo dessa pandemia. Essa pandemia é muito curta, essa expansão dos leitos é maior do que a capacidade do sistema de qualificar pessoas", lembrou Maciel.