Abstinência sexual pode ser política contra a gravidez precoce?

No Brasil, a gravidez na adolescência supera significativamente a média mundial, segundo a OMS

A gravidez precoce é problema de saúde pública no Brasil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que o país teve, em média, 56,4 nascimentos, a cada mil mulheres adolescentes, nos últimos cinco anos. A taxa mundial é de 44. Nos Estados Unidos, em 2018, foram 22 nascimentos, a cada mil, entre jovens de 15 a 19 anos. Diante desse cenário, o governo anunciou que vai implementar como política pública o estímulo à abstinência sexual das adolescentes. Damares Alves diz que a iniciativa tem a participação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por ela, além das pastas da Educação e Saúde. Mas ainda não deu detalhes sobre como será a campanha. E sobre como ela vai se relacionar com outras formas de prevenção, como a educação sexual e o uso de preservativos. Este é o tema do Ao Ponto desta quinta-feira, com a participação de Elaine Reis Brandão, doutora em Saúde Coletiva e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e com o repórter Vinicius Sassine, da sucursal de Brasília.

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Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes do dia.