Acampamento de golpistas no Rio de Janeiro será desmobilizado, diz Paes

***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). (Foto: Ricardo Borges/Folhapress)
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). (Foto: Ricardo Borges/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um acampamento golpista montado em frente ao Comando Militar do Leste, no centro do Rio de Janeiro, será desmontado até a noite desta segunda-feira (9), afirmou o prefeito Eduardo Paes (PSD).

Nas redes sociais, ele escreveu que "a prefeitura do Rio irá, em colaboração com o Exército e com a Polícia Militar, promover a retirada de todos os objetos e barracas que ocupam o espaço público tomado por manifestantes que atentam contra a democracia na praça Duque de Caxias".

Paes também anunciou que suspendeu as férias e licenças da Guarda Municipal a partir desta segunda.

O acampamento montado há mais de dois meses na avenida Presidente Vargas tem barracas feitas com estruturas de madeira e lonas azuis e traz cartazes como "Freedom of Speech" (liberdade de expressão).

É o mesmo lugar onde milhares de manifestantes golpistas se reuniram no dia 2 de novembro, logo depois da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O governador Cláudio Castro (PL) também publicou que já havia determinado, desde sábado (7), que as forças de segurança do estado monitorassem possíveis pontos e alvos de manifestações, "em especial a refinaria de Duque de Caxias e o centro do Rio de Janeiro".

Localizada na região metropolitana do Rio, a Reduc é a maior refinaria do Brasl e o principal ponto de abastecimento de combustível do Sudeste do país. Bolsonaristas golpistas haviam convocado uma invasão do local para a madrugada desta segunda.

O objetivo seria atacar as plantas da estatal e provocar a suspensão no abastecimento de combustíveis, abrindo caminho para um suposto golpe militar. A Petrobras afirmou neste domingo que suas refinarias funcionam normalmente.

O governador Cláudio Castro está reunido com membros do judiciário, além de promotores, procuradores e deputados e defensores públicos a portas fechadas, no Palácio Guanabara, sede do governo. No encontro estão sendo discutidas medidas de enfrentamento contra possíveis manifestações.

Mais cedo, o governador esteve no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), e determinou às forças de segurança uma força-tarefa para proteger patrimônios.

O policiamento em usinas nucleares e na refinaria de Duque de Caxias foi reforçado. "É importante que as inteligências da Polícia Civil e Militar trabalhem conjuntas, com todos mobilizados para que continuemos tendo paz no Rio de Janeiro. Reitero o compromisso com a sociedade de ser enérgico para garantir a tranquilidade e impedir o fechamento das vias", disse Castro.