Ação pede afastamento do presidente do órgão responsável pelo Enem

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O presidente do Inep, Danilo Dupas (Foto: Divulgação/Inep)
O presidente do Inep, Danilo Dupas (Foto: Divulgação/Inep)
  • Uma Ação Civil Pública pede o afastamento do presidente do Inep

  • O órgão é responsável pelo Enem

  • União Brasileira dos Estudantes (Ubes), Educafro e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação assinam o documento

Uma ação civil pública pede o afastamento do presidente do Inep, entidade responsável pela elaboração do Enem, Danilo Dupas. A União Brasileira dos Estudantes (Ubes), Educafro e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação assinam o documento.

No twitter, a Ubes destacou que "os últimos acontecimentos provaram que não tem como se ter um Enem com responsabilidade com Danilo à frente do órgão!".

O exame, que será realizado nos dias 21 e 28 de novembro, já estava envolvido em diversas controvérsias porque, na semana passada, 35 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) pediram exoneração do órgão.

Os funcionários alegaram "fragilidade técnica e administrativa da atual gestão máxima do Inep".

Em meio à polêmica, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o exame teria “a cara do governo”. Mas depois voltou atrás na declaração e disse que não teve acesso ao teste.

O Inep é vinculado ao Ministério da Educação (MEC). 

Ministro da Educação disse que nenhum servidor do Inep foi demitido

Enem 2021 será realizado neste mês (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Enem 2021 será realizado neste mês (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Em entrevista à CNN nesta semana, Ribeiro deu mais detalhes sobre a crise no Inep. “Nenhum servidor foi demitido. Primeiro que são concursados, eles deixaram e alguns colocaram em disposição cargos em comissão. Quem quiser sair, pode sair, porque já recebi contatos de outros do Inep que tem qualificações técnicas para assumir os cargos”, ressaltou.

Ainda de acordo com o ministro, os servidores só deixarão seus postos após a aplicação do exame. “Eles só vão sair depois das provas do Enem, porque são responsáveis até agora por tudo que esta acontecendo. Demos-lhes a competência de preparar as provas, então vão estar conosco até o final. Após, se resolverem reafirmar a demissão de cargos comissionados, eles podem fazer. Ninguém foi mandado embora”, completou.

Também ao falar sobre as acusações de interferência, ele afirmou que nem mesmo ele sabe o tema da redação da prova.

“A alegação de um grupo, como eu disse extremamente politizado, é um direito, estamos numa democracia. Também posso falar uma série de coisas de cada um e tenho esse direito. Eu não acredito em nenhum tipo de coação, tanto que nenhum dos nossos diretores, além dos que estavam incumbidos disso, teve acesso às provas. Se me perguntar para mim hoje não sei o tema da redação, e não quero saber”, disse.

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