Acessórios com suposta proteção contra 5G emitem radiação e podem fazer mal à saúde

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AMSTERDÃ — O governo da Holanda emitiu um alerta para que a população não use acessórios que prometem uma suposta proteção contra redes 5G. Ao menos dez produtos com esta finalidade — incluindo colares, pulseiras e máscaras — emitem radiação e podem ser prejudiciais à saúde a longo prazo, segundo relatório da Autoridade para segurança nuclear e proteção contra radiação (ANVS) do país.

“Não use mais, guarde em segurança e aguarde as instruções de devolução. Os vendedores holandeses foram informados de que a comecialização é proibida, deve ser interrompida imediatamente, e que os clientes precisam ser informados sobre", ressaltou a ANVS em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

Os itens costumam ser usados por pessoas que acreditam em teorias da conspiração que relacionam a rede móvel a problemas de saúde, espionagem e até infecção pelo coronavírus. Nenhuma dessas conclusões é verdadeira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou que redes 5G são seguras e não são fundamentalmente diferentes dos sinais 3G e 4G já existentes. A tecnologia funciona por meio de ondas de rádio não ionizantes, que também não são capazes de danificar o DNA humano.

Conforme as autoridades holandesas, a quantidade de radiação medida nos produtos é baixa, mas no caso de uso prolongado e contínuo — por um ano inteiro, 24 horas por dia — o valor limite para a exposição da pele à radiação pode ser excedido.

Um rápida busca na internet mostra que é possível encontrar facilmente os itens agora proibidos. Muitos sites estrangeiros fazem entregas para o Brasil, com preços que variam de R$ 20 a R$ 80.

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