Congressista dos EUA sugere criar acusações por "terrorismo doméstico"

Austin (EUA), 24 mar (EFE).- Um congressista do Texas, o republicano Michael McCaul, sugeriu neste sábado criar acusações criminais "por terrorismo doméstico" em casos como o de Mark Conditt, que supostamente matou duas pessoas e feriu outras cinco ao arquitetar a explosão de cinco pacotes-bomba em Austin nas últimas semanas.

Conditt, que aterrorizou os moradores da capital texana com várias explosões, gravou uma confissão pouco antes de morrer na qual se descreveu a si mesmo como um psicopata e não mostrou arrependimento algum, segundo relatou McCaul em entrevista coletiva.

O congressista advertiu que, embora o FBI contemple uma definição para o terrorismo internacional, a qual permite aplicar acusações criminais, "deveria ser analisado" se é possível estender essa definição a incidentes domésticos nos quais não exista alguma mostra de arrependimento.

"Referia-se a si mesmo como um psicopata. Não mostrou nenhum remorso, de fato se questionou por que não sentia nenhuma culpa pelo que fez", explicou McCaul à imprensa junto ao prefeito de Austin, Steve Adler, e ao chefe do Departamento de Polícia, Brian Manley.

Até agora, as autoridades locais tinham revelado que o vídeo, de 25 minutos de duração, era uma confissão gravada na qual Conditt deu detalhes sobre como fabricou as sete bombas que pretendia detonar na capital texana.

Dos sete pacotes explosivos que menciona no vídeo, cinco explodiram, provocando a morte de duas pessoas de origem afro-americana e vários feridos; uma foi desativada antes de explodir; e a última foi a que usou para tirar a própria vida na madrugada de 21 de março dentro do seu veículo, após ser encurralado pela polícia.

No entanto, o jovem de 23 anos não mencionou nessa gravação o que o levou a semear o caos na cidade.

Neste sentido, o membro da Câmara dos Representantes dos EUA confirmou que não parecia haver nada na confissão de Conditt que incluísse algum tipo de motivação racial, mas lembrou que a investigação "continua em curso".

"É difícil imaginar alguém cuja mente está tão doente que poderia cometer atentados como este e não sentir nenhum remorso", acrescentou McCaul.

Por sua vez, o prefeito de Austin destacou a cooperação entre as autoridades locais e federais, que chegaram a formar uma equipe de 500 pessoas no total, já que graças a seu "profissionalismo" devolveram tranquilidade à comunidade. EFE