Acionistas do Twitter se reúnem em meio a incertezas com Musk

Ações do Twitter já valem 34% menos em relação ao preço proposto por Musk. (Carlos Barria/Reuters)
Ações do Twitter já valem 34% menos em relação ao preço proposto por Musk. (Carlos Barria/Reuters)
  • Rede social tem sido pressionada por acionistas para resolver acordo com Musk;

  • Bilionário fez a oferta pelo Twitter no último mês, mas tempos depois voltou atrás;

  • Empresa disse que continua comprometida com o acordo pelo preço anunciado.

O Twitter vai promover sua anual reunião de acionistas nesta quarta-feira (25). O clima para a rede social não é dos melhores, já que permanecem as dúvidas sobre a conclusão de acordo para venda da companhia ao bilionário Elon Musk no preço acertado.

A compra, acertada em cerca de R$ 200 bilhões, foi "temporariamente suspensa" por Musk enquanto o bilionário aguardava por mais informações sobre a proporção de contas falsas no Twitter. A empresa disse na semana passada que continua comprometida com o acordo pelo preço anunciado.

Essa notícia não deixou os acionistas nada felizes e as ações do Twitter fecharam na última terça-feira (24) em US$ 35,76 cada, representando um desconto de 34% em relação ao preço proposto por Musk de US$ 54,20 por ação.

A assembleia anual vai contar com uma sessão de perguntas e respostas, mas um porta-voz do Twitter disse que a empresa não responderá perguntas relacionadas ao negócio. Os investidores do Twitter devem votar cinco propostas de acionistas, que incluem pedir à empresa que produza um relatório sobre seu impacto nos direitos civis e outro sobre suas atividades de lobby.

Elon Musk provocou dúvidas sobre seu desejo de comprar o Twitter ao anunciar a suspensão temporária da aquisição. (Dado Ruvic/Reuters)
Elon Musk provocou dúvidas sobre seu desejo de comprar o Twitter ao anunciar a suspensão temporária da aquisição. (Dado Ruvic/Reuters)

Musk citou a erradicação das contas falsas e a transparência dos usuários como questões centrais para a compra do Twitter, uma operação para a qual ofereceu 44 bilhões de dólares no mês passado.

Compra questionada

Ao anunciar o acordo no fim de abril, o CEO da Tesla disse que queria transformar a rede social em algo "melhor do que nunca", "derrotando os bots de spam e com a autenticação de todos os humanos".

Dados confiáveis sobre o número de usuários são considerados vitais para avaliar as futuras fontes de receita da empresa. Sua possível administração da rede social registrou problemas desde que anunciou publicamente a tentativa de compra.

O bilionário disse que é favorável a minimizar a moderação de conteúdo e ao retorno de Donald Trump à plataforma. O ex-presidente americano foi expulso do Twitter e de outras redes sociais após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Grupos de ativistas pediram que os anunciantes boicotassem a plataforma se Musk abrisse as portas para publicações abusivas e de desinformação.

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