Acionistas da Nissan aprovam novo sistema de direção da empresa após escândalo Ghosn

Por Miwa SUZUKI, Anne BEADE
O presidente da Renault, Jean-Dominique Senard (E), e o CEO da Nissan, Hiroto Saikawa

Os acionistas da montadora japonesa Nissan aprovaram nesta terça-feira um novo organograma de direção, com o objetivo de reforçar os controles internos após o caso Carlos Ghosn e em um contexto de tensões com a sócia francesa Renault.

O presidente executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, foi confirmado no cargo durante a assembleia geral ordinária celebrada em Yokohama.

Os acionistas - mais de 2.800 - aprovaram a nova composição do conselho de administração, que foi ampliado a 11 membros, sete deles administradores externos.

A adoção do novo sistema acontece em nome de uma reforma necessária, após a detenção no fim do ano passado no Japão do ex-CEO da Nissan Carlos Ghosn, acusado de abuso de poder com fins pessoais. O escândalo enfraqueceu a aliança Renault-Nissan, que havia sido idealizada e estimulada por Ghosn.

A Renault possui 43% da Nissan, mas o grupo japonês tem apenas 15% da montadora francesa, sem direito a voto.

O presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, que acompanhou a assembleia, afirmou que desde que assumiu o cargo tem feito todo o possível para "apaziguar" as tensões na aliança, na qual o grupo japonês deseja maior capacidade de decisão.