Acnur condena homicídio de mulher trans em El Salvador

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(Arquivo) Multidão carrega bandeira Trans durante o 50º aniversário da Rebelião de Stonewall, em Nova York

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) condenou nesta terça-feira (27) o assassinato de uma mulher trans em El Salvador, que foi vista migrando para o país após receber ameaças de gangues.

"O Acnur condena o assassinato de Zashy Zuley del Cid, uma mulher trans, no departamento de San Miguel", cerca de 140 quilômetros a leste de San Salvador, informou em um comunicado.

Del Cid, de 27 anos, foi baleada nas costas no sábado, quando estava em uma zona de prostituição na cidade de San Miguel, detalhou a ONG salvadorenha Comcavis Trans.

Esta mulher trans fazia parte de uma comunidade de pessoas LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexo) apoiada pelo Acnur e pela Comcavis Trans.

A agência da ONU pediu às autoridades salvadorenhas que iniciassem as "investigações necessárias" e "fizessem justiça" às pessoas LGBTI e suas famílias vítimas de violência.

De acordo com o Acnur, em 2020 a agência apoiou del Cid com "assistência humanitária e alojamento" depois que ela foi "forçada a fugir de casa devido a ameaças de gangues".

Com o objetivo de se sustentar por meio de um salão de beleza, del Cid participou de um treinamento para empresários, no âmbito de um projeto de proteção e subsistência para deslocados internamente no país.

"Repudiamos os crimes de ódio e lamentamos que permaneçam sob total impunidade", afirmou a presidente da Comcavis Trans, Bianka Rodríguez.

Em 2020, segundo esta ONG, foram oito crimes de ódio e até agora neste ano as vítimas já são três com esta morte.

"Em El Salvador, as pessoas LGBTI sofrem sérios riscos de deslocamento interno forçado por causa da discriminação, perseguição e ameaças devido à sua orientação sexual ou expressão de gênero", enfatizou a agência da ONU.

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