Ações da PRF fazem 5 estados terem abstenção acima da média; confira

PRF fez ações em dez estados brasileiros durante o segundo turno (Foto: Getty Images)
PRF fez ações em dez estados brasileiros durante o segundo turno (Foto: Getty Images)

Um dos temas mais falados no dia do segundo turno, último domingo (30), foi ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em diversos estados pelo Brasil, impedindo e atrasando eleitores que tentavam chegar até os locais de votação.

Segundo levantamento feito pelo portal Uol, entre os dez estados que registraram ações da PRF, cinco tiveram uma abstenção acima da média do Brasil, cujo índice de faltantes foi de 20,57%.

Os estados são:

  • Alagoas (23,30%)

  • Goiás (20,74%)

  • Maranhão (23,44%)

  • Mato Grosso do Sul (22,35%)

  • Pará (22,64%)

Os outros estados onde a PRF fez blitze foram Paraná (18,63%), Pernambuco (17,32%), Rio Grande do Norte (17,44%), Santa Catarina (17,42%) e Sergipe (18,89%).

A abordagem da PRF a ônibus que levavam eleitores para votar foi um descumprimento à ordem do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes. A determinação era de que a PRF não fizesse qualquer operação relacionada ao transporte público, fosse este gratuito ou não, disponibilizado aos eleitores.

Após a divulgação dos casos, Moraes se reuniu com o diretor-geral da PRF, Silvenei Vasques, e afirmou que as operações foram interrompidas.

Atualizações ao vivo

Quem é Lula?

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil nesta domingo (30). Com 50,83% dos votos, ele venceu o presidente Jair Bolsonaro (PL), que teve 49,17%. Essa será a terceira vez em que Lula será presidente da República, depois de ficar no cargo de 2002 a 2010. Agora, ele ocupará o posto até 2026. O vice-presidente será Geraldo Alckmin (PSB).

Entre as promessas de campanha do petista, ele comprometeu substituir o Auxílio Brasil pelo Novo Bolsa Família, com valor base de R$ 600, além de reajustar o salário mínimo acima da inflação, com valorização real. O petista se comprometeu a não tentar a reeleição ao fim do novo mandato, quando terá 81 anos.

Um dos desafios de Lula ao longo do período na presidência será a negociação com o Congresso Nacional. O PT conseguiu 68 deputados, mas a oposição é mais numerosa, o que pode gerar dificuldades para que Lula consiga aprovar projetos.

Ao longo do mandato, o presidente poderá indicar outros dois ministro ao Supremo Tribunal Federal, já que, em 2023, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber deixarão os cargos, em maio e outubro, respectivamente.

História na política

Lula começou a militância na política como sindicalista, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O petista já ocupou o cargo de deputado federal, sendo o candidato mais votado em 1986, com 651.753 mil votos.

Em 1989, Lula concorreu à presidência pela primeira vez, quando foi derrotado por Fernando Collor. Depois, perdeu a disputa em 1994 e, depois, em 1998, ambas vezes para Fernando Henrique Cardoso. O petista foi eleito pela primeira vez em 2002, quando derrotou José Serra (PSDB), e reeleito em 2006, vencendo o agora vice, Geraldo Alckmin, então no PSDB.

Lula deixou o posto com aprovação recorde, com 87% de avaliação positiva.

Biografia

Luiz Inácio Lula da Silva tem 67 anos e nasceu em 27 de outubro de 1945 em Garanhuns, cidade no interior de Pernambuco. Sétimo filho de Eurídice Ferreira de Mello, a família migrou para São Paulo no "pau de arara" e viveu no Guarujá. Em 1956, a família foi para São Paulo e, mais tarde, Lula se instalou no ABC Paulista, onde foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.

Em 10 de fevereiro de 1980, Lula fundou o PT, juntamente com outros sindicalistas, intelectuais, políticos e representantes de movimentos sociais, como lideranças rurais e religiosas.

Lula foi casado com Marisa Letícia e teve cinco filhos: Luis Cláudio, Fábio Luiz, Sandro Luis, Marcos Cláudio e Lurian. Marisa Letícia morreu em 2017 após um acidente vascular cerebral.

Em 2022, Lula se casou novamente, com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja.

O petista foi investigado pela Operação Lava Jato por favorecimento de empreiteiras e, em 2018, foi preso após ser julgado e condenado pelo ex-juiz Sergio Moro. Todas as condenações foram anuladas, após Moro ser considerado suspeito.