'Acorda, Pedrinho' vira pagode, forró, eletrônico, gospel e até piada do Tirulipa

Com mais de 46 milhões de plays no Spotify, e há semanas sem sair do Top 50 da plataforma, a música “Acorda, Pedrinho” mudou a vida da banda indie de Curitiba Jovem Dionísio. Hoje, ela está escalada para os principais festivais de música do país – como o Rock in Rio, Rock The Mountain, CoMa e Planeta Brasil – e que quase não tem mais parado em casa, tantos são os shows. Mas a viralização da música também cobrou o seu preço em termos de acontecimentos inusitados.

— “Acorda, Pedrinho” chegou a um ponto em que a gente perdeu o controle do que estava acontecendo — admite o tecladista Ber Hey, em entrevista por Zoom com a banda. — Mas isso é bom também.

Não bastasse a curiosidade com quem é o tal Pedrinho e a peregrinação dos fãs ao Bar do Dionisio, muitas são as regravações, remixes e paródias da música que circulam na rede e têm chegado aos ouvidos dos músicos. Elas passam pelo pagode, forró, eletrônico e até mesmo o gospel, esta última com os inspirados versos “acorda, meu filho /saiba que tu és amado / vem andar comigo / seguindo os meus passos”.

Para Belni, o mais estranho de tudo foi ver a si próprio parodiado pelo comediante cearense Tirulipa no programa “Faustão na Band”, no quadro Feira de Risadas, no começo de junho. Com peruca loura, óculos e parte do uniforme da banda, o cosplay do vocalista cantou uma recriação de “Acorda, Pedrinho” em que ele imagina a vida do personagem caso ele fosse casado (“não tem paz / mais aqui / me perdi / e a pena foi longa”).

— A ideia que a gente tinha do uniforme não era como uma solidificação de marca, mas de algo num contexto mais poético, do que o uniforme poderia representar para a gente, não para o “Acorda, Pedrinho” — surpreende-se Belni. — Mas hoje a música vai sozinha, já não importa mais o que a gente faz com ela.

E “Acorda, Pedrinho” levou a Jovem Dionísio, no mês passado ao seu primeiro show internacional, no Rock in Rio Lisboa (eles foram convidados uma semana antes de o festival começar).

— Não era só “Acorda, Pedrinho”, a galera lá cantou várias coisas do nosso disco, foi bom de ver — festeja Belni, que estará com a banda no Rio de Janeiro no próximo dia 6 (para show no Circo Voador) e um mês depois para apresentar-se no palco Supernova do Rock in Rio. — Tem coisas que você só aprende na prática, não tem como a gente fazer um ensaio de público. Algumas ideias a gente teve no estúdio, levou para o palco e depois viu que só a gente entendeu, mais ninguém.

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