“Acordei e vi que não tinha mais pés”, diz vítima de explosivo em Araçatuba

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Explosivo utilizado no ataque em Araçatuba - Foto:  Divulgação/Gate PM SP
Explosivo utilizado no ataque em Araçatuba - Foto: Divulgação/Gate PM SP
  • Cleiton teve os dois pés amputados por um artefato no mega-assalto em Araçatuba

  • O rapaz contou que desmaiou com a explosão e acordou já sem os pés no hospital

  • Ele ganhou próteses e agora luta para encontrar uma forma para voltar a trabalhar

O mega-assalto de Araçatuba deixou graves sequelas em Cleiton Alexandre Teixeira, de 25 anos. Servente de pedreiro, foi ele o ciclista que teve os dois pés amputados pela explosão de um artefato durante a ação dos criminosos.

Cleiton ficou duas semanas internado até receber alta na última sexta-feira e passar o primeiro fim de semana com a família. Em entrevista ao portal Metrópoles, porém, o rapaz deixou claro que ainda precisará se adaptar à nova condição física: “Vai mudar tudo na minha vida daqui para frente”.

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O rapaz relatou as lembranças que tem da manhã daquele dia 30 de agosto. Quando pedalava pela cidade do interior paulista, ele foi vítima de um das dezenas de explosivos espalhados pelos criminosos para atrapalhar a ação da polícia.

“Eu estava passando de bicicleta perto de uma dinamite na rua quando houve a explosão. Lembro que estava caído todo machucado e depois acho que desmaiei. Quando acordei no hospital, vi que não tinha mais os pés”, lembrou.

Polícia localizou 93 explosivos espalhados - Foto: Divulgação/Polícia Militar
Polícia localizou 93 explosivos espalhados - Foto: Divulgação/Polícia Militar

Cleiton contou que chegou a encostar em um outro artefato armado pelos bandidos por conta de um celular acoplado, mas este não explodiu. Momentos depois, porém, um segundo explosivo foi disparado pela aproximação dele.

Adaptação a uma nova vida

Agora, Cleiton, que também teve amputados partes de três dedos da mão direita, vai morar com o irmão e a mãe, que tem problemas de saúde. O servente de pedreiro explicou que um de seus principais objetivos no momento é encontrar uma nova forma para trabalhar e ajudá-la financeiramente.

“Eu ganhei um par de próteses e agora preciso lutar para continuar vivendo e ter uma vida normal, me adaptar”, comentou.

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