EUA e Coreia do Sul iniciarão manobras militares conjuntas em 1º de abril

(Atualiza com detalhes de duração e implantação de ativos).

Seul, 20 mar (EFE).- Coreia do Sul e Estados Unidos iniciarão suas manobras militares anuais em 1º de abril, depois de adiá-las dentro do processo de aproximação com a Coreia do Norte, confirmou nesta terça-feira à Agência Efe um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

O conjunto de manobras Key Resolve, que inclui simulação por computador, durará duas semanas como aconteceu nos últimos anos e será em meados de abril, enquanto Foal Eagle, que envolve um grande desdobramento de soldados, terá início no dia 1º de abril e terá sua duração reduzida pela metade, um mês, segundo o porta-voz.

Esta última decisão parece destinada a manter o atual clima de aproximação com a Coreia do Norte - que considera estas manobras como um teste para invadir seu território - em relação com as históricos encontros entre o líder Kim Jong-un e os presidentes da Coreia do Sul e Estados Unidos, previstos para os meses de abril e maio.

O tamanho de Foal Eagle e Key Resolve "será semelhante ao dos exercícios anteriores", afirmaram o Pentágono como o Ministério da Defesa sul-coreano, através comunicados distintos.

Por sua parte, o jornal militar americano "Stars and Stripes" assegura que no total, participarão dos dois conjuntos de manobras 23,7 mil soldados dos EUA e 300 mil sul-coreanos, números que coincidem com os do ano passado, em meio a escalada da tensão entre Pyongyang e Washington.

O início dos exercícios, normalmente considerados como provocação pela Coreia do Norte, foi adiado por ocasião dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, que propiciaram uma aproximação com o regime norte-coreano, cujo regime concordou em realizar duas cúpulas históricas com Seul e Washington.

A primeira vai acontecer em abril entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e será a primeira cúpula intercoreana em 11 anos, enquanto a segunda reunirá, no mês seguinte, Kim e o presidente americano, Donald Trump, que seria o primeiro encontro histórico entre os líderes dos dois países. EFE