Acuado com CPI, Bolsonaro critica ministro do STF: "Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política”

Ana Paula Ramos
Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro criticou nas redes sociais decisão do STF de instalação de CPI no Senado para apurar condução da pandemia (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Presidente Jair Bolsonaro sobe o tom e critica ministro do STF por determinar abertura de CPI da Covid

  • Ontem, ministro Luis Roberto Barroso, do STF, decidiu que o Senado deve instalar a CPI para apurar condução da pandemia

  • "Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política”, afirmou Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro subiu o tom e criticou nesta sexta-feira (9) decisão monocrática do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o Senado deve instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis omissões do governo federal durante a pandemia do novo coronavírus.

Em suas redes sociais, Bolsonaro reclamou que a CPI “não poderá investigar nenhum governador, que porventura tenha desviado recursos federais do combate à pandemia”.

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No entanto, o presidente omite que o Senado tem competência para fiscalizar o governo federal. No caso dos governos estaduais, caberia às Assembleias Legislativas a fiscalização do uso das verbas.

“Barroso se omite ao não determinar ao Senado a instalação de processos de impeachment contra ministro do Supremo, mesmo a pedido de mais de 3 milhões de brasileiros. Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política”, afirmou.

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Barroso deu o parecer ao analisar uma ação apresentada pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) para a instalação da comissão no Senado. Mesmo com o recolhimento de 29 assinaturas, duas a mais que exigido pelo regimento da Casa para a instauração da CPI, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), eleito com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, vinha resistindo a instalá-la.