Acusado de ataque com van em Toronto nega responsabilidade criminal

Olivier MONNIER
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Cathy Riddell, uma das vítimas do ataque com uma van de 2018, chega à Suprema Corte de Toronto em 10 de novembro de 2020
Cathy Riddell, uma das vítimas do ataque com uma van de 2018, chega à Suprema Corte de Toronto em 10 de novembro de 2020

Um canadense ligado ao movimento misógino "Incel", acusado de matar 10 pessoas ao jogar uma van contra pedestres em Toronto, alegou "não ser criminalmente responsável" devido a uma doença mental. A declaração foi realizada no início de seu julgamento nesta terça-feira (10).

Alek Minassian enfrenta 10 acusações de homicídio premeditado e 16 de tentativa de homicídio após o ataque de abril de 2018 na maior cidade do Canadá. O atentado deixou oito mulheres e dois homens mortos, com idades entre 22 e 94 anos, e outros gravemente feridos.

"Eu me declaro não responsável criminalmente em todas as acusações", disse ele ao Tribunal Superior de Ontário.

Devido às restrições impostas pela pandemia, o julgamento está sendo realizado por videoconferência. O homem de 28 anos apareceu virtualmente da prisão onde se encontra desde a sua detenção no dia do ataque.

Cathy Riddell, 67, que foi atingida por trás pela van e arremessada a 4,5 metros, contou aos jornalistas ao entrar no tribunal que estava se "sentindo nervosa, mas otimista".

Ela disse que não ouviu o veículo chegando nem se lembra de ter sido atropelada.

Os parentes das vítimas lamentam que Minassian não possa vê-los, ao contrário dos julgamentos tradicionais em que poderiam ficar frente a frente com o acusado.

"Quero que ele veja a dor em seus rostos enquanto eles se sentam no tribunal olhando para ele", afirmou Elwood Delaney, que perdeu a avó no atentado, à emissora pública CBC.

O julgamento deve durar quatro semanas e será ouvido por um juiz, sem júri.

Como ele já admitiu que planejou e executou o ataque, o julgamento será focado no estado mental de Minassian e em sua responsabilidade no momento do ataque, e não se ele foi o autor.

Sua mãe afirma que ele sofre de síndrome de Asperger, uma forma de autismo que inclui interações sociais ou comunicação comprometidas.

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