Acusado de espancar a mãe até a morte no Rio teve prisão revogada em outro crime

Marcos Nunes
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RIO - Respondendo por dois crimes, Igor Gomes Moraes Alves, de 29 anos, conseguiu um benefício da justiça, mas não poderá desfrutá-lo. Igor teve uma prisão preventiva revogada pela 32ª Vara Criminal, referente ao delito de tráfico de drogas. Com decisão, ele teria que cumprir medidas cautelares como comparecimento a cada 10 dias ao juízo e proibição de se ausentar da comarca. No entanto, como também estava preso preventivamente por uma acusação mais grave, o assassinato da própria mãe, de 70, espancada com socos e chutes na cabeça, Igor continuará atrás das grades e não será posto em liberdade.

Igor foi preso por tráfico, no dia 4 de junho de 2020 . Ele foi abordado por agentes do Programa Barra Presente, que receberam denúncia sobre um homem que estava em atitude suspeita dentro de um Honda Civic preto, parado na praia da Barra. Dentro do carro, os PMs encontraram um recipiente de vidro com maconha, duas pedras de cocaína e uma balança. Igor foi levado para a 16ª DP (Barra da Tijuca), onde foi autuado por tráfico de drogas. Dois dias depois, assistido por um advogado pago pela mãe, Igor foi solto pelo juiz da Central de Custódia, sob alegação de que o crime cometido por ele era sem violência ou grave ameaça, além de o rapaz não ter anotações em sua ficha criminal.

Vinte e quatro horas depois de ganhar a liberdade, no dia 7, Igor teria assassinado a própria genitora Lúcia Regina Gomes Alves,no apartamento onde ela morava em um condomínio da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com a polícia, o crime teria ocorrido após uma discussão entre mãe e filho. De acordo com a Delegacia de Homicídios da Capital, Igor espancou Lucia até a morte com chutes e socos na cabeça. Ele também teria tampado a respiração da idosa, além de chegar a colocar os dedos nos olhos da vitima.

No dia 18 de dezembro de 2020, o juízo da 1ª Vara Criminal indeferiu um pedido de relaxamento da prisão de Igor, no processo referente ao feminicídio. Na decisão que rejeitou o relaxamento da prisão, o magistrado descreveu Igor como uma pessoa de comportamento agressivo e violento. " ..narra a denúncia, que o acusado proferiu socos e chutes na cabeça da vítima, sua genitora, que tinha 70 anos de idade, além de tampar sua respiração e colocar os dedos nos seus olhos, evidenciando um comportamento agressivo e violento, incompatível com o que se espera daquele que está apto a viver em sociedade, de modo que a custódia cautelar se mostra necessária como garantia da ordem pública", escreveu o juiz num trecho de seu despacho.