Acusado por ex-presidente da Fetranspor de receber propina, promotor admite ter ido a empresa de ônibus no Rio

Chico Otavio
Flávio Bonazza de Assis, o promotor delatado

RIO — O promotor de Justiça Flávio Bonazza, denunciado por receber propina das empresas de ônibus, admitiu que esteve por mais de uma ocasião da sede da Viação Redentor, na época em que era titular da 3ª Promotoria da Tutela Coletiva da Capital (maio de 2013 a novembro de 2017). Na denúncia ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ), a Redentor é apontada como o local onde Bonazza recebia mensalmente a propina do setor. Em entrevista ao GLOBO, o promotor alegou que esteve na empresa com o objetivo de entender como funcionava o sistema de transporte rodoviário do Rio e conduzir os inquéritos que envolviam as empresas de ônibus.