Acusados de racismo, torcedores se defendem: 'Tenho pessoas negras que cortam o meu cabelo'

Torcedor que cometeu injúria racial contra segurança (Reprodução-Lucas Von Dollinger)

Acusados de praticar injúria racial contra o segurança Fábio Coutinho no último domingo (10), os irmãos Adrierre Siqueira da Silva, de 37 anos, e Natan Siqueira Silva, de 28, prestaram depoimento no Departamento de Operações Especiais (Deoesp), em Belo Horizonte, nesta segunda e falaram com a imprensa pela primeira vez após o acontecido.

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Adrierre, que cuspiu no segurança e disse “Olha sua cor”, disse estar arrependido pelo que falou.

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“Eu não sou racista. Estou arrependido pelo que falei. Falei em um momento de ânimos exaltados na hora do jogo. Quero pedir perdão a ele por todos os insultos que fiz e pelo cuspe que proferi”, afirmou. “Aquilo não é da minha índole. Sou um pai de família, crio minhas filhas para respeitar todos os seres humanos. Se tiver oportunidade, pessoalmente, quero pedir perdão a ele.”

O outro irmão, Natan, negou que tivesse chamado o segurança de macaco.

“De forma alguma, tanto é que eu tenho irmão negro, tenho pessoas que cortam o meu cabelo que não negros, amigos que são negros. Isso não foi da minha índole, pelo contrário. Está circulando nas redes sociais e na imprensa que dirigi a palavra a ele de ‘macaco’, mas de forma alguma falei isso. A palavra foi ‘palhaço’.’’

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, “os autores já foram qualificados e responderão pelo crime de injúria racial, que prevê pena de um a três anos de reclusão e multa”.

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