Acusar Moscou de ciberguerra contra EUA é 'ridículo', diz Putin

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O presidente dos EUA, Joe Biden (à esq.), e seu colega russo, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin, considerou "ridículas" as acusações de que Moscou está por trás dos ciberataques contra os Estados Unidos e se mostrou disposto a negociar uma troca de prisioneiros com Washington - conforme entrevista dada à emissora NBC e transmitida nesta segunda-feira (14), dois dias antes da cúpula com seu homólogo Joe Biden.

O presidente dos Estados Unidos irá ao encontro de quarta-feira (16) em Genebra, depois de se reunir com seus aliados do G7, da União Europeia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e em um momento em que a tensão entre Washington e Moscou está em seu nível mais alto em anos.

Ao ser questionado sobre se a Rússia estava travando uma "guerra cibernética" contra os Estados Unidos, Putin respondeu: "Onde estão as provas? Isso está ficando ridículo".

"Fomos acusados de todo o tipo de coisa: interferência eleitoral, ataques cibernéticos, etc.. E nem uma única vez, nenhuma, eles se preocuparam em apresentar qualquer tipo de evidência, ou prova, apenas acusações infundadas", acrescentou.

Putin também disse estar aberto à possibilidade de uma troca de prisioneiros com os Estados Unidos. O assunto está na agenda do encontro bilateral.

Washington pretende abordar qualquer negociação de troca de prisioneiros de forma individual, incluindo o ex-marine (fuzileiro naval) Paul Whelan, condenado a 16 anos de prisão na Rússia por espionagem.

Whelan pediu a Biden que organize uma troca de prisioneiros e, em uma entrevista recente, declarou ter sido vítima da "diplomacia de reféns".

Outro cidadão americano, Trevor Reed, foi condenado a nove anos de prisão em 2020 por agredir policiais russos, quando estava embriagado.

Já Moscou pode contemplar o retorno do notório traficante de armas russo Viktor Bout, preso nos Estados Unidos, bem como do piloto e suposto traficante de drogas Konstantin Iaroshenko.

Questionado sobre a repressão à oposição em seu país, Putin disse: "Você apresenta isso como dissidência e intolerância em relação à dissidência na Rússia (...) Nós vemos isso de uma maneira completamente diferente".

Sobre o preso Alexei Navalny, o presidente russo disse que "não será tratado pior do que ninguém".

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