Advogado diz que Adélio será um 'perigo' caso seja solto da prisão

Agentes da Polícia Federal escoltam Adélio Bispo de Oliveira. Foto tirada em 8 de setembro de 2018 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
Agentes da Polícia Federal escoltam Adélio Bispo de Oliveira. Foto tirada em 8 de setembro de 2018 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

Adélio Bispo de Oliveira, que deu a facada no presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral de 2018, não tem condições de ser solto, afirmou o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior. A informação é do portal UOL.

Na segunda-feira (25), peritos da Justiça Federal foram ao Presídio de Campo Grande (MS), onde o agressor está preso, para avaliar se ele ainda apresenta perigo ou não.

Caso a avaliação seja de que ele não apresenta periculosidade, ele poderá ficar em liberdade. O laudo sobre a saúde mental de Adélio deve ficar pronto em até 30 dias após a conclusão dos trabalhos.

Zanone trabalhou como advogado de Adélio no processo da faca e hoje é o responsável por cuidar de seus interesses na Justiça.

Ao UOL, ele disse acreditar que a perícia "talvez" aponte uma melhora em razão do tratamento que vem sendo ministrado. Ele foi questionado ainda se a soltura de Adélio representaria um perigo para ele e para outras pessoas às vésperas da eleição presidencial. Ele respondeu “acredito demais”.

"Inclusive, eu já tinha peticionado como curador, pedindo que ele fosse mantido no presídio federal recebendo tratamento. Até então, havia sido deferido pelo magistrado federal", explicou.

Atentado contra Bolsonaro

Em 6 de setembro de 2018, o presidente Jair Bolsonaro, então candidato, realizava um ato de campanha na cidade mineira de Juiz de Fora. Ele estava no meio de apoiadores, quando foi atacado por Adélio Bispo, que desferiu uma facada no abdômen do presidente.

Adélio Bispo confessou o crime. Após o atentado, Bolsonaro teve de ser operado em diversas ocasiões.

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