Adobe entra no negócio de pagamentos de e-commerce em desafio à Shopify

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Logotipo da Adobe numa escola em Caracas.

Por Stephen Nellis

(Reuters) - A Adobe afirmou nesta quarta-feira que acrescentará serviços de pagamento às suas plataformas de e-commerce neste ano para ajudar lojistas a aceitarem cartões de crédito e outras formas de pagamento, aprofundando a rivalidade com a empresa de e-commerce Shopify.

A Adobe começou a fornecer software para ajudar varejistas com suas lojas online em 2018, quando comprou a Magento Commerce da empresa de private equity Permira por 1,68 bilhão de dólares.

A Adobe lançará o novo sistema até dezembro nos Estados Unidos e usará o PayPal para processar pagamentos como de cartões de crédito e débito, além das próprias ofertas de pagamento do PayPal.

Até agora, clientes de e-commerce da Adobe têm que ter seus próprios sistemas de pagamento. Isso funciona para empresas maiores, que podem negociar com adquirentes, mas a Adobe queria um serviço mais simples para lojistas menores, disse o diretor de estratégia comercial da Adobe Peter Sheldon, à Reuters.

"O que eles estão procurando é simplicidade de operações e ter todos seus relatórios e reconciliações em uma única ferramenta", afirmou Sheldon.

Pagamentos são parte do negócio de e-commerce. Em 2020, mais de dois terços dos 2,93 bilhões de receitas da Shopify vieram do segmento de serviços a lojistas, incluindo pagamentos.

O passo da Adobe acontece após uma parceria com a FedEx no começo do ano que ajuda lojistas a administrarem o envio de mercadorias e serviços de logística.

O movimento "é similar à da Shopify em algumas maneiras, mas também está apenas tentando monetizar porções diferentes do que um vendedor precisa fazer para vender online", disse Jordan Jewell, diretor de pesquisa para comércio digital no IDC.

A Adobe disse que planeja expandir para locais como Canadá, Austrália e Leste Europeu em 2022. Sheldon disse à Reuters que o acordo de processamento com o PayPal não é exclusivo, e, à medida em que se expande globalmente após 2022, pode trabalhar com outros processadores.

(Reportagem de Stephen Nellis em San Francisco)

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