Adolescente de 17 anos vai passar por cirurgia para retirar bala alojada nesta segunda: 'Ela só quer voltar para casa'

Marjoriê Cristine
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Reprodução/Facebook
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RIO — A adolescente Julia Borges, de 17 anos, atingida por um tiro na Tijuca, na Zona Norte do Rio, será submetida a uma cirurgia para retirar a bala alojada nas costas na tarde desta segunda-feira, dia 9, no hospital Quinta D'or, em São Cristóvão. A menina estava na varanda de um apartamento quando comemorava o aniversário de 12 anos de um primo e foi atingida por um projétil nas costas, na noite deste sábado, dia 7, na Tijuca. Tio e padrinho da jovem, Anderson Ramos afirma que ela está bem, estável e ansiosa para realizar o procedimento, se recuperar e poder voltar para casa. Por enquanto, a adolescente segue sem previsão de alta.

— A Julia está bem e lúcida. Ela acabou de fazer um procedimento de rotina de pré-cirurgia, mas está ansiosa para fazer logo a cirurgia e acabar tudo isso. Ela só quer voltar para casa, é tudo que ela quer nesse momento — diz o tio.

Os pais de Julia estão tranquilos, mas abalados com a situação. Por isso, preferem não dar entrevista. Eles serão ouvidos na 19ª DP (Tijuca), que investiga o caso, somente após a adolescente voltar para casa. Segundo Anderson, a Polícia Civil fez uma perícia preliminar no local onde a menina foi atingida. Nenhum outro projétil foi encontrado na varanda ou na casa. A adolescente foi atingida apenas por um tiro. A bala ficou alojada na musculatura entre o pulmão e aorta. A jovem não corre risco de vida.

— Nós não ouvimos tiroteio em nenhum momento, nada ali próximo. A Julia estava com a irmã de 4 anos no colo, mas deixou ela perto dela segundos antes de ser atingida. Eram quatro adolescentes ali na varanda, que estavam conversando. Logo depois de chamarmos eles para cortar o bolo, ela começou a gritar muito — relata o jornalista de 48 anos.

Julia estava na varanda do 3º andar com outros adolescentes quando deu um grito após ser alvejada, por volta das 22h. Ela percebeu imediatamente que havia sido atingida por um disparo. Imediatamente, a jovem foi socorrida pela mãe, Juliana Borges, e, em seguida, pela madrinha. Elas constataram uma perfuração na jaqueta da adolescente. Por não saberem a gravidade do ferimento, os pais da menina decidiram levá-la por conta própria ao hospital.

— Minha filha estava do lado dela e relatou que o som foi parecido com o de ''uma pedra batendo nas costas''. Vimos que não ia dar tempo de ligar para os bombeiros, então o pai dela desceu com ela para o carro. Saímos em alta velocidade pelas ruas da Tijuca, buzinando até chegar ao Quinta D'or, onde ela foi rapidamente socorrida — detalha Anderson.