Adolescentes que agrediram motorista de aplicativo e a jogaram em rio têm internação decretada

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Motorista teve de se fingir de morta duas vezes para escapar de agressores. Foto: divulgação
Motorista teve de se fingir de morta duas vezes para escapar de agressores. Foto: divulgação
  • Caso ocorreu no último sábado, quando jovens abordaram Marcia Angola, de 40 anos

  • Vítima teve de se fingir de morta

  • Acusados esperam vaga no sistema socioeducativo do estado

Quatro adolescentes acusados de agredir uma motorista de transporte por aplicativo em Tangará da Serra (MT) tiveram a internação decretada pela Justiça do Mato Grosso na última segunda-feira (26).

Marcia Angola, de 40 anos, se fingiu de morta para tentar escapar dos assaltantes. O caso ocorreu no último sábado (24). A vítima ainda foi jogada de cima da ponte do Rio Sepotuba.

Ela fingiu estar morta enquanto era agredida pelos quatro assaltantes e quando emergiu da água após ser jogada no rio. Os homens se passaram por clientes para realizar o assalto.

Os agressores foram apreendidos na madrugada seguinte e confessaram o crime. Durante o assalto, eles usaram uma arma de brinquedo.

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O delegado Rodolpho Garcia Bandeira pediu a internação dos jovens, segundo informou a Polícia Civil. A internação foi representada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a 1ª Vara Criminal de Tangará da Serra decretou a internação dos adolescentes. Agora os quatro aguardam vagas no sistema socioeducativo do estado.

No entanto, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) informou que os jovens ainda vão passar por uma audiência em Tangará da Serra.

Os acusados foram autuados em flagrante na delagacia por ato infracional análogo a roubo qualificado (tentativa de latrocínio), furto qualificado e associação criminosa.

Após o crime, os adolescentes foram para uma cidade vizinha, onde furtaram uma relojoaria antes de retornar a Tangará da Serra.

Relato da vítima

Marcia trabalha como motorista há dois anos. Ela conta sobre os momentos de angústia sofridos.

“Eu pensava muito no meu filho, que tem 7 anos. Como que alguém ia chegar nele e dizer que a mãe morreu? A gente sabe que são menores e que podem estar soltos a qualquer momento, mas que, na medida do possível, a justiça seja feita”, disse à TV Centro América.

Ela relata que em seguida foi jogada no banco de trás e ameaçada. Eles queriam dinheiro e o carro, mas a motorista não tinha um grande valor no veículo. Eles vendaram a vítima e dirigiram em alta velocidade.

Quando o carro parou na ponte, a vítima foi agredida novamente.

“Eles estavam com medo de que alguém aparecer e me puxaram pelas mãos e pelos pés. Me jogaram de cima da ponte”, relatou.

Marcia, no entanto, não sabe nadar e teve medo de morrer.

“Quando eu caí, só lembro que pedi a Deus para que eu caísse na água, porque se caísse na terra eu tinha morrido. Eu afundei quando voltei à superfície eu vi que eles estavam olhando. Eu continuei quieta e afundei de novo, deixei a água me levar rio abaixo, fui tentando me equilibrar, meio que boiando pois não sabia nadar e não podia ir para o fundo”, contou.

Quando percebeu que os assaltantes haviam ido embora, ela saiu da água e buscou ajuda.

epois que percebeu que os ladrões tinham ido embora, ela conseguiu sair da água, pediu socorro aos moradores de um sítio nas proximidades e foi encaminhada para atendimento médico.

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