Adriana B exalta obra de sambista pernambucano em EP e em documentário

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Pernambuco é a terra do frevo, todos sabem. Mas também tem espaço para o samba. Que o digam Adriana B e Bráulio de Castro. Ela, cantora respeitada, em atividade desde os anos 1980. Ele, compositor com mais de 55 anos de carreira, gravado por grandes medalhões como Alcione e Jair Rodrigues. Os caminhos dos dois representantes do ritmo em terras pernambucanas se cruzaram definitivamente com o EP "Do Cais ao Terço - Os sambas de Bráulio de Castro", com cinco músicas do veterano, já disponível nas plataformas digitais pelo selo Mills Record´s.
Com esse projeto, Adriana dá o pontapé inicial às comemorações de seus 35 anos de carreira. Além do EP, ela assina a produção do doc de mesmo nome, no YouTube, contando a história desse pernambucano de Bom Jardim que conviveu com o mestre Adoniran Barbosa e que ajudou muitos artistas pernambucanos em São Paulo, cidade que adotou no início dos anos 1970. Caju e Castanha e Genival Lacerda estão entre os nomes que ele deu força na capital paulista.



"É muito importante celebrar a importância dessas pessoas enquanto elas estão vivas. Poder proporcionar essa emoção ao Braúlio não tem preço", comenta Adriana, em bate-papo com o Extra. "Hoje em dia, com as facilidades do audiovisual, temos a possibilidade de oferecer flores em vida para esses músicos veteranos, muitas vezes até esquecidos. Isso nos engrandece não só como artistas, mas como seres humanos", completa a pernambucana, que iniciou sua carreira em 1986 participando dos principais festivais de música do Recife. Depois, radicou-se no Rio de Janeiro durante 15 anos, onde ajudou a fundar o famoso Rio Maracatu. Com este grupo, ganhou o Prêmio da Música Brasileira.

O EP traz cinco músicas lançadas entre 1973 e 1987. São elas: "Cartão Amarelo" (Bráulio e Paulo Elias), "Festa no Meu Coração" (Bráulio e Jorge Costa), "Samba no Recife" (Bráulio e Roque Netto), "Borracha do Tempo" (outra de Bráulio e Jorge Costa) e "Festa na Valzea" (só de Bráulio), essa última feita em homenagem a Adoniran Barbosa, baseada no jeito engraçada dele falar. Ex-fiscal do IBC (Instituto Brasileiro do Café), ex-bancário e ex-corretor de imóveis, Bráulio de Castro teve suas músicas gravadas por nomes do porte de Noite Ilustrada, Zeca Pagodinho, Fafá de Belém, Demônios da Garoa e Benito di Paula, além dos já citados Jair Rodrigues e a diva Alcione. "Só tem gente fina envolvida com a obra dele", comemora.

Por falar em Alcione, ela é um dos nomes que aparecem no doc "Do Cais ao Terço". Quem quiser conferir, é só entrar no canal de Adriana B no YouTube e testemunhar a relevância de Bráulio de Castro para a música nacional. "Foram quatro anos entre a gravação do primeiro depoimento até hoje. É uma alegria sem tamanho ver esse projeto na rua", exalta Adriana.

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