Adriana Esteves: 'Sempre achei que era mãe, antes mesmo de ter filho'

Luiza Barros
Thelma (Adriana Esteves) em 'Amor de mãe', nova novela da Globo

RIO — Em "Amor de mãe", escrita por Manuela Dias e dirigida por José Luiz Villamarim, Adriana Esteves vive uma mulher que superprotege o filho (Chay Suede) e terá que rever suas escolhas após receber um diagnóstico decisivo. Na vida real, ela é mãe de Agnes, de 22, Felipe, de 19, e Vicente, de 13. Na entrevista abaixo, a atriz fala sobre as dificuldades que enfrentou para engravidar pela primeira vez, exalta a importância da educação e destaca seu forte instinto maternal.

Quando cai a ficha de que você é responsável por outro ser humano?

Adriana: Pra mim, foi no dia em que recebi o exame positivo. Quando tive meu primeiro filho (Agnes, 22 anos) tentava engravidar há seis anos. Eu já ia partir para a inseminação ou adoção, tinha toda a pesquisa. Sempre achei que era mãe, antes mesmo de ter filho. Eu tinha certeza que ia ter meu filho, sou muito maternal. Tenho cinco afilhados e só não tenho mais porque acho que ser madrinha é tanta responsabilidade que fui negando convites ao longo da vida. Quero que contem comigo como uma segunda mãe.

Qual é o maior mito da maternidade?

Adriana: Me incomoda um pouco quando a maternidade é romantizada. Ela em si já é tão forte e verdadeira, que não precisa exagerar.

Citem uma loucura que vocês já fizeram ou um perrengue que já passaram por um filho.

Adriana: Tem umas coisas risíveis: uma vez uma garotinha numa brinquedoteca xingou meu filho, nem me lembro do que. Tive um ímpeto de brigar com a menininha, o que era um absurdo. Depois vi que era ridículo, e graças a Deus me controlei. Consegui evitar que fosse tão infantil a ponto de brigar com uma garotinha de dois anos!

Que aprendizados vocês levam da mãe de vocês para a educação dos seus filhos?

Adriana: Com meus filhos maiores, falo para eles uma coisa que ela sempre falou: que a gente tem que abrir várias portas, ser muito disciplinado, que o trabalho da criança é estudar e que é estudando que eles vão chegar num lugar bacana, num sentido ético, de dignidade. Falo pra eles que a vida é muito difícil e as coisas que não vêm de mão beijada.