Adriane Galisteu conta que ouviu muitos nãos ao longo da carreira: 'Nunca pensei em desistir'

A atriz contou que nunca se deixou abalar pelas negativas que levou ao longo de sua carreira (Reprodução/ Instagram/ @galisteuoficial)

No ar como a Zelda de “O Tempo Não Para”, Adriane Galisteu contou que se esforçou muito para conquistar o papel. Em entrevista à revista “Quem”, a atriz contou que nada em sua carreira veio fácil e ser escalada para sua primeira novela na Globo também foi difícil. “Quando me vejo aos 45 anos, morena e fazendo uma novela na Globo, me sinto tão grata e feliz! Fui chamada para fazer o teste dessa novela, assim como qualquer outro ator. Não fui convidada para o papel. Me dediquei muito para passar neste teste. Fiquei esperando o telefone tocar e bem nervosa para saber se tinha passado. Era algo que eu queria muito por mim, pela minha história e por tudo o que eu vivi”, revelou ela.

A atriz também revelou que sempre quis ser artista, desde seus 9 anos, e que já recebeu muitos nãos na vida. “Me lembro da minha mãe me preparando: ‘Filha, a gente toma muito não da vida, não é fácil para ninguém’. Ela falava para eu não ficar decepcionada. Fui animadíssima. A primeira campanha foi como figuração. Aparecia só um pedaço do meu cabelo na cena. Recebi muitos ‘nãos’. Esses ‘nãos’ me chatearam, mas em nenhum momento me desanimaram ou mexeram comigo a ponto de eu achar que não servia para isso. Desde cedo, o meu sonho era apresentar um programa. Mas, para chegar ali, eu tive que passar por caminhos que eu não queria”, contou Adriane Galisteu.

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Apesar das dificuldades, Adriane Galisteu revelou que nunca pensou em desistir dos seus objetivos. Nunca pensei em desistir da carreira. Não tem a menor condição porque amo fazer isso. Quando estou fora do ar, estou lendo algum texto para fazer teatro, algo que exige confinamento, um estudo… Já fiz 12 peças e não vou parar de fazer teatro de jeito algum! Recebo até hoje muitos ‘nãos’. Mas só me deixei abalar com as perdas enormes que sofri. Até hoje essas perdas são difíceis de entender. Perdi meu irmão muito jovem, meu pai aos 15 anos e o Ayrton se foi quando ele tinha 34 anos. Essas perdas fora de ordem e de hora mexeram tanto comigo e me abalaram tanto, que eu cheguei a falar com Deus: ‘Chega! Você já me levou um monte de gente’. Mas sou uma mulher feliz por opção. Cada tombo que tomei me transformou na pessoa que sou hoje”, afirmou a atriz.