Adriano Imperador nega à polícia tiro na mão e diz que ferimento em 2018 foi causado por fogos de artifício

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RIO — O ex-jogador do Flamengo Adriano Leite Ribeiro, mais conhecido como Adriano Imperador, prestou depoimento no fim de setembro, em um inquérito da 22ªDP (Penha), sobre uma suspeita de ter sido ferido por um disparo de arma de fogo, em uma das mãos, na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, em 2018. De acordo com o delegado Wellignton Vieira, da 22ªDP, a hipótese não se confirmou na investigação. Segundo o delegado, Adriano alegou ter se ferido quando manuseava fogos de artifício.

— A primeira noticia que tivemos era de que ele poderia ter sido ferido por disparo de arma de fogo. A hipótese não se confirmou. Enviei o inquérito para o Ministério Publico dizendo que, em relação ao Adriano, não há indício de que o ferimento fora produzido por arma de fogo. Segundo o que o hospital nos passou, o ferimento é compatível com queimadura. O Adriano prestou depoimento na quarta-feira retrasada ( dia 22 de setembro) e disse que se feriu com fogos de artificio — disse o delegado.

Segundo Wellington Vieira, o inquérito que em relação a outras pessoas apura crime de associação para o tráfico, já floi remetido à Justiça. De acordo com o delegado, Adriano foi ouvido na qualidade de vítima para explicar a origem do ferimento que ocorreu 2018.

Em março de 2018, o e jogador se internou em um hospital particular, na Barra da Tijuca, por conta de um ferimento numa das mãos. Na ocasião, ele usou as redes sociais para dizer que havia sofrido um acidente em casa e que fora socorrido por um amigo. Mas, não revelou como o caso teria acontecido. Na postagem, feita na época, ele explicou que procurou o hospital após o ferimento ter inflamado.

“Oi, gente... tudo bem? Só para dizer que ontem coloquei uma palavra errada. Eu não fiz o ponto aqui no hospital, tá? Eu fiz o ponto na minha casa, foi um acidente doméstico... E inflamou! Quem fez o ponto, quando aconteceu na minha casa, foi um amigo meu. Mas infelizmente inflamou e aí eu vim para o hospital para ver o que estava acontecendo. Chegando aqui, o médico me orientou a abrir o ferimento de novo para ver o que estava realmente acontecendo. Foi só isso. O médico daqui não teve absolutamente nada a ver com o que aconteceu. Ele não fez o ponto pela primeira vez. Foi um amigo meu, vamos deixar isso bem claro(...)”escreveu o ex-jogador do Flamengo, na época, num trecho da postagem.

Segundo a policia, Adriano não figura como investigado no inquérito. Não é a primeira vez que o jogador é ouvido numa delegacia. Em dezembro de 2011, uma jovem foi ferida acidentalmente com um tiro quando estava no carro com Adriano. Em 2012, o jogador e um amigo policial chegaram a ser denunciados pelo Ministério Público por conta do episódio que foi encaminhado, na época, para o 9º Juizado Especial Criminal da Capital. O jogador de futebol entrou em acordo com a jovem numa audiência e concordou em pagar R$ 110 mil por despesas médicas e danos morais e físicos. Assim, o processo foi extinto.

No dia 4 de agosto de 2014, Adriano foi ouvido, também na 22ªDP por conta de uma polêmica envolvendo a compra de duas motocicletas, em 2008. Um dos veículos acabou sendo registrado em nome da mãe de um traficante, na Penha. Na ocasião, o jogador explicou que os veículos ficaram com um amigo, na Vila Cruzeiro, e que ao descobrir, em 2009, que esta pessoa havia vendido a motocicleta sem sua autorização, ele rompeu a amizade.Por causa da venda, Adriano registrou naquele mesmo ano queixa por furto e apropriação indébita na Delegacia de Roubos e Furtos.

Na ocasião, o amigo foi localizado e prestou depoimento e disse não saber como a moto foi registrada em nome da mãe de um traficante. Mas, admitiu que ele havia entregue os documentos do veículo para um despachante.

Leia também:Babá que mudou depoimento pela terceira vez sobre Caso Henry é indiciada por mentir em delegacia Por conta do episódio, Adriano chegou a ser denunciado pelo Ministério Público, mas a denúncia foi rejeitada pela 29ª Vara Criminal e o jogador foi inocentado da acusação.

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