Adultos acima dos 50 anos são mais resistentes a se vacinarem, aponta estudo

Um estudo realizado em nove países, incluindo o Brasil, mostrou que pessoas com mais de 50 anos, apesar de preocupadas com a saúde, nem sempre buscam as vacinas disponíveis no sistema de saúde para se proteger contra doenças imunopreveníveis.

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A pesquisa foi feita pela Kantar, em parceria com a farmacêutica GSK que produz vacinas e medicamentos, ouviu 9.902 adultos, de países como Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Itália, Espanha, Alemanha, França, Canadá e Japão. A investigação mostrou que 81% dos entrevistados declararam ter feito check-up de rotina nos últimos 5 anos. No Brasil, esse percentual foi ainda maior, e chegou a 89%.

Quando perguntados sobre a imunização para a Covid-19, os números mostraram que 88% dos entrevistados receberam ao menos uma dose do imunizante. Porém, quando o assunto são outros tipos de vacinas para doenças que já possuem cobertura vacinal, os números caem expressivamente. Esse é o caso da vacina para gripe, somente 56% disseram ter tomado nos últimos 5 anos. Em relação à vacina contra a pneumonia, a porcentagem dos entrevistados foi de apenas 14%. A que protege contra a herpes zoster alcança um número ainda menor, de apenas 10%. No Brasil, a imunização contra pneumonia é indicada para pessoas com mais de 60 anos e que tenham comorbidades, já a para herpes zoster, só está disponível na rede particular de saúde.

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Foram ouvidos também 685 profissionais de saúde, 72% deles afirmam que costumam dizer aos seus pacientes que eles estão na faixa etária recomendada para uma vacina. Outros 74% costumam dizer aos seus pacientes que, devido à idade, eles estão em risco aumentado de doenças infecciosas, mesmo que se sintam saudáveis. Apresentar as respostas dos especialistas em saúde é importante porque 71% dos entrevistados consideram esses profissionais uma fonte-chave de informação, e a conclusão do estudo é que a abordagem deles pode influenciar na adesão das vacinas disponíveis.