Adversário do Brasil, Chile ensaia renovação com xodó inglês

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Duas vitórias em sete jogos. Esse é o resumo de quatro meses de trabalho do técnico uruguaio Martín Lasarte à frente da seleção do Chile. Os números, apesar de incluírem quatro empates e somente uma derrota, demonstram as dificuldades na sucessão de Reinaldo Rueda em meio à pandemia. Na Copa América, o adversário do Brasil nas quartas de final de amanhã chega como a pior campanha entre os classificados do Grupo B. Venceu apenas a Bolívia, empatou com Uruguai e Argentina, e perdeu para o Paraguai.

O retrospecto recente em campo se soma a uma polêmica com alguns dos principais jogadores, como Arturo Vidal e Gary Medel, que foram multados pela seleção chilena por quebrarem o protocolo sanitário e levarem um barbeiro para o hotel que serve de concentração no Brasil. Os envolvidos no episódio de formam a espinha dorsal do time, que pode ter o reforço de Alexis Sánchez para se juntar a nomes como Isla, do Flamengo, e Vargas, do Atlético-MG. Sánchez, que estava lesionado, treinou com os companheiros no Chile na última semana, quando a equipe folgou no torneio, e viajou ao Rio. O desejo do atacante de 32 anos é entrar em campo, mas ele não está 100% fisicamente e ainda pode ser vetado pelo departamento médico.

Destaque não fala espanhol

O Chile sofre para oxigenar sua seleção com novos nomes. A boa surpresa é Ben Brereton, nascido na Inglaterra filho de mãe chilena, autor do gol na única vitória da equipe na Copa América. O jovem de 22 anos, que começou a jogar por seleções em 2017, pelo sub-19 da Inglaterra, foi incluído no elenco da La Roja este ano pela primeira vez. Atleta do Blackburn Rovers, da segunda divisão inglesa, Brereton mal fala espanhol, mas tem sido ajudado pelos companheiros e é candidato a xodó da torcida.

Brereton foi convocado pela primeira vez para os jogos das Eliminatórias contra Argentina e Bolívia, mas não entrou em campo. A estreia foi no empate em 1 a 1 com os argentinos na Copa América.

As atuações da equipe no geral, por outro lado, estão longe de encantar. Sem um meia que faça a transição e seja sombra para Vidal, o Chile é um time que se defende bem, mas não ataca mais com tanta força como há cinco anos, quando faturou a Copa América.

O desempenho já recai sobre a falta de leitura de jogo de Lasarte para tentar algo novo nas partidas. E mudar até os próprios convocados, que são quase os mesmos desde as Eliminatórias, quando o Chile fez bons jogos contra Argentina e Bolívia, antes da Copa América, mas apenas empatou. Os chilenos ocupam apenas a sétima posição, com uma vitória em seis jogos.

Marín Lasarte é treinador desde 1996, quando começou a carreira no Rampla Juniors. Trabalhou no Nacional-URU e também no River Plate-URU. Foi cinco vezes campeão uruguaio. Treinou também Universidad Católica e Universidad de Chile, além da Real Sociedad, da Espanha, de 2009 a 2011. O último trabalho do treinador uruguaio antes de assumir a seleção foi no Al Ahly, do Egito. Sua contratação pegou os jogadores de surpresa, pois havia muito carinho por Reinaldo Rueda.

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