Adversários afirmam que veto a Lula era esperado e torna eleição mais clara

DANIEL CARVALHO, GUSTAVO URIBE E NICOLA PAMPLONA
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Adversários afirmam que veto a Lula era esperado e torna eleição mais clara

BRASÍLIA, DF, RIO DE JANEIRO, RJ, HORIZONTE, CE (FOLHAPRESS) - Em agendas de campanha neste sábado (1º), outros candidatos comentaram a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que impediu a candidatura de Lula. 

De Curitiba, o candidato do PDT, Ciro Gomes, disse que a medida torna o processo eleitoral mais claro.

Segundo ele, o resultado do julgamento já era previsto, apesar de dele considerar injusta a condenação do petista.

"Ainda que eu considere injusta sua condenação, a Lei da Ficha Limpa certamente impediria sua candidatura", afirmou em mensagem enviada à Folha.

Ex-ministro do governo petista, ele disse compreender "a dor e o momento difícil" pelo qual atravessa o partido, mas ressaltou que o resultado torna a corrida eleitoral mais transparente aos eleitores.

"A decisão neste momento tornará a campanha mais clara para os eleitores, evitando o trauma e a perplexidade de uma substituição na véspera da eleição", disse.

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, também afirmou que a decisão já era esperada. O tucano se disse descrente sobre a expectativa de transferência de votos de Lula para Fernando Haddad (PT), que assumirá o lugar do presidente na cabeça da chapa.

"Não tem herança no voto popular. Quem decide o voto é o povo. Voto tem que ser conquistado. Não se obriga, se conquista", afirmou em Horizonte, município a 45 quilômetros de Fortaleza (CE).

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse neste sábado que a Justiça brasileira tem "diferentes pesos e medidas" e precisa alcançar candidatos protegidos pelo foro privilegiado.

Os comentários foram feitos durante compromissos de campanha na Baixada Fluminense, no Rio, após questionamentos sobre a rejeição da candidatura de Lula pelo TSE.

"Aqueles que já pagam por seus erros, a Justiça já os alcançou, mas não pode haver dois pesos e duas medidas. O foro privilegiado está protegendo o Renan [Calheiros], o [Romero] Jucá, o Aécio Neves, e isso não é justo e o povo quer que todos paguem pelos seus crimes", disse ela, após caminhada em Nova Iguaçu.

Questionada se a saída de Lula do páreo facilitava sua campanha, Marina desconversou. "A minha vida nunca teve essa história de 'mais fácil'", disse.