Advogada de Bolsonaro será defendida por advogada de Flávio na CPI da Covid

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Karina Kufa, advogada do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
Karina Kufa, advogada do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
  • Advogada de Jair Bolsonaro será defendida por advogada de Flávio na CPI da Covid

  • Karina Kufa entrou na mira da CPI após quebra de sigilos revelar jantar com lobistas de vacinas

  • A advogada Luciana Pires defende o filho do presidente em processo da "rachadinha"

A advogada de Jair Bolsonaro Karina Kufa será representada na CPI da Covid pela advogada Luciana Pires, que representa o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) no caso de crime de peculato, pelo esquema conhecido como “rachadinha”.

Além de Luciana, Kufa terá como advogado André Calegari.

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A CPI aprovou nesta semana o requerimento de convocação da advogada do presidente. Segundo o autor do requerimento, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ela está sendo chamada não por ser advogada de Bolsonaro, mas pelas relações que tem com pessoas suspeitas de envolvimento em irregularidades no Ministério da Saúde.

"No depoimento de Ricardo Santana, esta Comissão Parlamentar de Inquérito trouxe luz a um esquema de corrupção no Ministério da Saúde. A pasta foi transformada em um verdadeiro balcão de negócios, que segue atuando mesmo diante da maior crise sanitária de todos os tempos. O depoimento da advogada Karina Kufa é de extrema importância para os trabalhos desta CPI, uma vez que pode esclarecer sua participação e de outros personagens do seu círculo de amizades nas negociações envolvendo contratos como Ministério da Saúde, razão pela qual, peço a aprovação do presente requerimento", argumentou Randolfe no requerimento.

Após quebra de sigilo de Marconny Faria, lobista da Precisa Medicamentos, e do depoimento de José Ricardo Santana, também apontado como lobista da Precisa, na semana passada, o nome de Karina surgiu em meio às negociações para compra de vacinas.

José Ricardo Santana conheceu Marconny durante um jantar na casa de Karina. A Precisa é suspeita de irregularidades na negociação da vacina Covaxin com o Ministério da Saúde.

"Marconny, foi um prazer te conhecer hoje na casa da Karina. Aliás, ela me passou seu telefone. Obrigado pelo bate-papo agradável. Se eu puder te ajudar em algo, conte comigo. Boa noite." Em seguida, o depoente, que já tinha dito conhecer Karina, alegou que apenas não se lembrava em que ambiente havia conhecido Marconny. Os senadores também perguntaram se Jair Renan, filho de Bolsonaro, estava no jantar, mas ele disse não se lembrar.

Na segunda, Karina soltou nota afirmando que, "no momento oportuno", buscará "reparação na Justiça contra todos aqueles que, de má-fé, propagam insinuações maliciosas e produzem fake news para manchar o meu nome". Para Karina, seu nome foi mencionado de forma irresponsável pela oposição para tentar desgastar Bolsonaro.

"Não advogo para nenhuma empresa contratada na pandemia e não conheço os representantes da Precisa Medicamentos. Considero importante destacar também que: 1) Fazer churrasco não é crime; 2) Conhecer pessoas não é crime; 3) O anfitrião não está obrigatoriamente vinculado aos atos, anteriores ou posteriores, dos convidados", diz trecho da nota da advogada.

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