Advogadas de Flávio Bolsonaro apresentam maneira de acabar com caso Queiroz na Justiça

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FILE - In this Oct. 22, 2019 file photo, Brazilian Sen. Flavio Bolsonaro, the eldest son of the nation's president, attends a voting session, in Brasilia, Brazil. Flavio Bolsonaro announced Tuesday, Aug. 25, 2020, that he has tested positive for COVID-19 and is in isolation despite having no symptoms. (AP Photo/Eraldo Peres, File)
Senador Flávio Bolsonaro é investigado pela prática de rachadinha (Foto: AP Photo/Eraldo Peres, File)

As advogadas de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, apresentaram ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) uma maneira de acabar com o caso que investiga a prática de rachadinha envolvendo o senador.

Segundo a coluna do jornalista Guilherme Amado, da Época, as advogadas se encontraram com o presidente no dia 25 de agosto para relevar documentos que poderiam comprovar que havia uma organização criminosa dentro da Receita Federal, órgão responsável por levantar os relatórios do Conselho de Controle de Atividades Econômicas, o Coaf.

Foi um desses relatórios que levou o Ministério Público Federal a investigar o esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando ainda era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

Segundo a Época, entre os documentos apresentados pelas advogadas estaria um processo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, de 2017, que relata que servidores da Corregedoria da Receita no Rio de Janeiro seriam alvo de práticas ilegais de investigação por parte de colegas.

Em janeiro de 2020, o Sindicato arquivou a acusação contra os funcionários que estariam perseguindo outros.

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A argumentação da defesa de Flávio seria de que o relatório que trata do esquema de rachadinha no gabinete de Flávio tem as mesmas características daqueles feitos em meio às práticas irregulares de que a Corregedoria do Rio foi acusada.

Alexandre Ramagem, diretor da Polícia Federal, e Augusto Helena, do Gabinete de Segurança Institucional, estavam na reunião e saíram de lá com a missão de chegar se tudo que foi apresentado pelas advogadas estava correto e ajudar a comprovar que Flávio era vítima de um esquema fraudulento da Receita. Ou seja, basear-se no fato de que o relatório do Coaf teria sido feito por uma perseguição à Flávio.

De acordo com informações da revista Época, o Gabinete de Segurança Institucional não teve sucesso até o momento, mas acompanha o caso de perto.

Na Receita, há o temos de que o presidente Jair Bolsonaro troca o comando da instituição mesmo antes de o caso ir à Justiça.