Advogada vira ré por injúria racial após usar emoji de banana

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A advogada Isabela Bueno de Sousa foi acusada de injúria racial por um emoji de banana no WhatsApp
A advogada Isabela Bueno de Sousa foi acusada de injúria racial por um emoji de banana no WhatsApp (Reprodução)
  • A advogada Isabela Bueno de Sousa virou ré em ação de injúria racial

  • Ela enviou emojis de banana a uma colega de profissão negra

  • A acusada teve negado seu pedido para o processo correr em segredo de Justiça

A advogada Isabela Bueno de Sousa virou ré em uma ação de injúria racial após enviar emojis de banana a uma colega de profissão negra, que viu no gesto uma ofensa racista. Segundo reportagem do portal UOL, ela teve negado o pedido para responder o processo em segredo de Justiça.

A denúncia contra Isabela foi apresentada pela advogada Thayrane Evangelista. A Polícia Civil abriu um processo de inquérito, que foi analisado pelo MP-DFT (Ministério Público do Distrito Federal e Território), que denunciou Isabela ao TJ-DFT e pediu indenização no valor de R$ 6 mil para "reparação dos danos causados" pela injúria racial.

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A cena levada à Justiça ocorreu em 11 de janeiro um grupo de advogados do DF no WhatsApp. Em uma das conversas, Thayrane enviou uma mensagem, respondido por Isabela com um emoji de banana. A partir daí, questionou a motivação do envio da figura.

"Reserva de pensamento. Pensei alto, sorry [desculpa em inglês]", escreveu Isabela, em resposta ao questionamento. No grupo, Thayrane seguiu a conversa alertando a colega de profissão que injúria racial é "ofender alguém com base em sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência".

Em resposta, Isabela tentou justificou o uso dos emojis de banana. Alegou que são referências a pessoas "sem personalidade". "Banana é a fruta que mais gosto, mas ela representa pessoas sem personalidade. Acho fácil de entender", respondeu na ocasião.

Procurada pelo portal UOL, Isabela afirmou que tem a "consciência tranquila" e diz que não cometeu crime de racismo e que esta sendo vítima de um "linchamento virtual". Para ela, a acusação foge do "contexto real".

"Tenho uma filha negra que sustento sozinha. No emoji de banana eu sequer marquei a menina [Thayrane], não a mencionei. Acredito na Justiça e na justiça divina. Estão me linchando publicamente por conta de algo que ainda não fui julgada. Vou me manifestar nos autos", disse.

Thayrane contou ao portal UOL que precisou buscar apoio psicológico e fazer uso de medicamentos por causa da ofensa. Ela disse estar aliviada com a decisão da Justiça de tornar ré a acusada, apesar de o processo ainda estar na fase inicial.

"Ainda é um caminho longo, são vários passos até a sentença. Por enquanto me sinto bem, não é coisa da minha cabeça, houve injúria. O juiz entendeu que houve injúria, por isso vão investigar o que aconteceu. Esses primeiros passos já são uma grande vitória", afirmou.

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