Advogado americano estima que Alec Baldwin pode pegar mais de seis anos de prisão pela morte de Halyna Hutchins

Um advogado americano voltado para a área de defesa criminal estimou que Alec Baldwin pode receber uma sentença de seis anos e meio de prisão se for considerado culpado de todas as acusações envolvendo a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de filmagem de "Rust" em outubro de 2021. Baldwin foi acusado de homicídio culposo e de aprimoramento de arma de fogo. Esta última, por si só, pode resultar num período de cinco anos de prisão, no mínimo. Já a acusação de homicídio culposo é capaz de gerar uma sentença de 18 meses em caso de condenação.

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— O problema que [Baldwin] enfrenta nisso é que o homicídio involuntário não exige que ele tenha a intenção. Ele não precisa ter o estado mental que queria fazer isso. É negligência — explicou Geragos. — E no Novo México, é realmente quase uma negligência comum, apenas fazer um ato legal ilegalmente. Esse é o termo legal para isso.

Entrevistado pelo America's Newsroom, Mark Geragos disse acreditar na possibilidade de os representantes legais do ator tentarem negociar um acordo com a promotoria. Sua declaração foi dada ao programa televisivo nesta sexta-feira.

Para Geragos, um ponto que pesa contra Baldwin é que ele não tinha apenas a função de ator da produção do filme, como também tinha a responsabilidade de produtor.

"[A promotoria] está vindo atrás dele sob ambas as teorias. Eles estão dizendo que o ator que puxou o gatilho, embora ele negue ter puxado o gatilho, e também que seria o produtor que estava cortando atalhos, tentando economizar dinheiro às custas de segurança. Então eles meio que o encurralaram, digamos assim. Qualquer bom advogado de defesa, e ele tem um advogado de defesa muito bom, sempre explorará a ideia de um acordo. É quase imperícia não fazê-lo. Não importa o que seu cliente esteja lhe dizendo, você tem que dar a ele suas opções. Se ele for condenado por essa acusação com o uso obrigatório, ele enfrentará cinco anos de prisão. Portanto, eles vão explorar algum tipo de acordo", explicou.

A armeira da produção, Hannah Gutierrez-Reed, também foi indiciada pelo mesmo crime, enquanto que David Halls, assistente de produção que entregou a arma ao ator, será indiciado por uso negligente de arma de fogo após assinar um acordo com a promotoria.

O ator estava segurando o Colt. 45 durante os ensaios do filme quando disparou, matando a diretora de fotografia Halyna Hutchins e ferindo o diretor Joel Souza. O ex-astro de "30 Rock" insistiu que a equipe lhe disse que a arma não estava carregada. Ele também disse anteriormente que não puxou o gatilho, embora especialistas tenham questionado essa afirmação. Uma longa investigação analisou como o projetil, e cinco outros, chegaram ao set de filmagem do Novo México, com atenção voltada para o armeiro e fornecedor de munição.

Diante do anúncio das acusações na quinta-feira, o advogado de Baldwin, Luke Nikas, disse em comunicado à Fox News que as decisão da promotoria foi um "terrível erro judicial".

Os investigadores descobriram que Hannah Gutierrez Reed havia colocado o cartucho na arma de Baldwin, em vez de usar um cartucho falso de aparência semelhante.

Em agosto, Baldwin disse que não acreditava que seria acusado, dizendo à CNN que havia contratado um investigador particular para avaliar a possível culpabilidade. Uma série de ações civis foram apresentadas desde a morte de Hutchins. Em outubro, Baldwin chegou a um acordo não revelado com a família de Hutchins, de 42 anos.

Também foi anunciado na época que a produção do filme de baixo orçamento seria reiniciada este ano. O viúvo Matthew Hutchins, que se tornará produtor executivo, disse que "todos os protagonistas originais" retornariam ao set. Diretor de "Rust", Souza disse que dedicaria seu trabalho no filme "para honrar o legado de Halyna e deixá-la orgulhosa".

— Embora certamente meio amargo, estou satisfeito porque juntos agora completaremos o que Halyna e eu começamos — disse ele.

"Esta decisão distorce a trágica morte de Halyna Hutchins e representa um terrível erro judiciário", afirmou Nikas. "O Sr. Baldwin não tinha motivos para acreditar que havia uma bala viva na arma — ou em qualquer lugar no set de filmagem. Ele confiou nos profissionais com quem trabalhou, que lhe garantiram que a arma não tinha balas reais. Vamos lutar contra isso acusações, e vamos vencer".