Advogado de Bolsonaro diz que há 'carnaval' em torno da divulgação de vídeo

Daniel Gullino
O advogado Frederick Wassef mostra o depoimento do ex-ministro Sergio Moro

O advogado Frederick Wassef, que defende o presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira que há um "carnaval" em torno da reunião ministerial do dia 22 de abril. Wassef chegou no Palácio do Planalto minutos antes do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a divulgação da gravação. O advogado não quis dizer se iria encontrar Bolsonaro.

Segundo Wassef, ninguém  praticaria um ato irregular em uma reunião "na presença de 30 testemunhas".

— Hoje, o que é que se faz? Um Carnaval em cima de uma fita, de um vídeo de uma reunião. Eu pergunto: alguém faria ou praticaria um ato irregular na presença de 30 testemunhas, 30 ministros de estado? Não, jamais. O que está se fazendo é tirar o foco da pandemia e de outras coisas e atribuir toda a culpa ao presidente Bolsonaro — afirmou Wassef.

Para o advogado, o objetivo do inquérito é "atingir a reputação do presidente da República":

— O natural para esse inquérito era ter sido arquivado o quanto antes. Deixaram o inquérito o correr para atingir a reputação do presidente da República. Nenhuma prova foi trazida aos autos. Não existem provas, não existem indícios, não existe absolutamente nada.