Advogado chama magistrado de “escrotíssimo senhor juiz” em apelação

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Juiz foi ofendido por advogado em apelação - Foto: Getty Images
Juiz foi ofendido por advogado em apelação - Foto: Getty Images
  • Advogado não poupou nos xingamentos ao magistrado em petição

  • Além de "escrotíssimo", o classificou como "corrupto, sociopata e desgraçado”

  • Entidades como a OAB e a Asmego repudiaram a atitude

A apelação redigida por um advogado da 4ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia chocou pela rispidez e causou repercussão nas redes sociais. Nela, o profissional chama o juiz responsável pelo caso de “escrotíssimo”.

O advogado em questão, Lucas Bernardino de Campos, não parou por aí. Ao longo da petição, classificou ainda o juiz como “corrupto, sociopata e desgraçado”.

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No documento, datado de 22 de outubro do ano passado, mas somente agora repercutido, Lucas tentava reaver o cargo público de auxiliar de autópsia que exercia na Polícia Técnico-Científica na capital de Goiás. O juiz seria o responsável pela sua exoneração.

"Escrotíssimo senhor juiz de direito (corrupto, sociopata e desgraçado) da 4ª Vara da Fazenda Pública Estadual. Venho desrespeitosamente (porque corrupto não merece respeito) perante VOSSA EXCELÊNCIA, um juiz corrupto, sociopata e sem vergonha na cara, apresentar recurso de apelação", escreve.

Documento redigido pelo advogado - Foto: Reprodução
Documento redigido pelo advogado - Foto: Reprodução

Lucas afirma que a decisão do magistrado aconteceu de forma “criminosa”. “Está provado no processo que me afastaram do cargo e cortaram meu salário por mais de 1 ano sem haver nenhum processo administrativo tratando disso. Por puro assédio moral."

Entidades repudiam atitude

A Associação dos Magistrados de Goiás (Asmego) manifestou-se por meio de nota divulgada nas redes sociais e condenou os ataques do advogado.

“O referido advogado, além de agir de forma completamente desrespeitosa, sem guardar o decoro que é exigido à função que ocupa, incorre em crimes contra a honra, tais como calúnia e difamação", considerou.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Goiás também posicionou-se e informou que "já adotou internamente as providências necessárias à apuração de infração ético-disciplinar, na qual lhe será assegurada a ampla defesa".

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