Advogado de policial envolvido no assassinato afirma que George Floyd morreu de overdose

HUGO, MN - AUGUST 15: Demonstrators gather during a protest near Minneapolis Police Union Chief Bob Kroll's house on August 15, 2020 in Hugo, Minnesota. Residents in Minneapolis have been calling for Kroll's resignation since George Floyd was killed by Minneapolis Police on May 25. (Photo by Stephen Maturen/Getty Images)
Assassinato gerou série de manifestações antirracistas nos Estados Unidos e em todo o mundo (Foto: Stephen Maturen/Getty Images)

O advogado de um dos ex-policiais envolvidos na morte de George Floyd afirmou que a vítima morreu de overdose enquanto resistia à prisão, não por asfixia. Por isso, ele pede a retirada de queixa contra os policiais.

Segundo Earl Gray, que defende o policial Thomas Lane, ele tem provas de que Floyd estava drogado: um ponto branco na língua da vítima. Para o advogado, isso “parece 2 miligramas de fentanil, uma dose letal”.

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Nos documentos referentes ao processo, divulgados pela rede de televisão norte-americana Fox News, o advogado justificou: “Tudo que ele tinha de fazer era sentar no carro da política, como qualquer outro acusado que é preso inicialmente. Enquanto tentava evitar a prisão, o Sr. Floyd teve uma overdose de fentanil”.

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Uma autópsia, feita no centro médico que constatou a morte de Floyd, no dia do assassinato, constatou que havia fentanil e metanfetamina no sistema da vítima. No entanto, a causa da morte foi descrita como homicídio.

George Floyd morreu asfixia após um policial ajoelhar no pescoço da vítima no dia 25 de maio, em Minneapolis, nos Estados Unidos. Na ocasião, a polícia foi chamada porque o homem era acusado de usar uma nota falsa de 20 dólares. O caso gerou uma onda de protestos antirracistas pelo mundo. Os quatro policiais envolvidos foram demitidos corporação.