Advogado diz que Henri Castelli iniciou briga dando soco em olho de empresário: 'Estava alterado'

Michael Sá
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O advogado dos dois homens que se envolveram na confusão com Henri Castelli em Alagoas, no fim do ano passado, conversou com o EXTRA nesta quarta-feira e deu a versão dos seus clientes sobre o corrido. Segundo Lucas Doria, quem iniciou a briga foi o próprio ator, que estava alterado e deu um soco no empresário Guilherme Aciolly.Segundo o advogado de defesa dos dois envolvidos, que são Guilherme e o também Bernardo Malta, duas figuras bastantes conhecidadas na cidade, a confusão começou com o protagonista de "Flor do Caribe" provocando o empresário por não ter gostado de uma festa.

De acordo com a defesa dos empresários, no dia anterior ao ocorrido, Bernardo Malta, que é dono da casa de festas Café de la Musique, cedeu uma lancha para Henri e os amigos irem a uma festa em troca do ator ir no dia seguinte ao Café de la Musique fazer uma divulgação do lugar.

"Ele adorou essa festa que aconteceu no dia 29 de dezembro. No dia 30, foram cedidos para ele 15 ingressos para uma outra festa no Café de la Musique. Ele foi, e a festa não estava tão badalada. Ele saiu e foi para Barra de São Miguel, na Marina, onde estava acontecendo uma outra festa", diz.

Nesse momento, Henri teria se dirigido a Bernardo, que estava na Marina, para reclamar, exaltado, que a festa que ele cedeu os convites não estava legal. "Bernardo conversou com ele, mas Henri estava alterado e os dois discutiram", diz o advogado.

A discussão começou a ficar acalarado, até que Guilherme, que estava ao lado de Bernardo na hora, interviu, tentando encerrar o assunto. "Foi aí que Henri Castelli deu um soco que bateu no Guilherme, que só revidou. O Henri tentou agredir o Bernardo, o soco pegou no amigo Guilherme, que estava com ele no local. Esse amigo reagiu, de forma instilava, recebeu um soco e deu outro logo a sequência", afirma o advogado, completando que Henri estava bastante alterado no momento da confusão.

"Não posso afirmar que ele estava embrigado, sem que um lado venha atestar isso. Apensar de todo mundo dizer que ele estava totalmente alterado. Acredito que ele não estava no seu estado normal".

A defesa do empresário disse ainda que seu cliente teve um derrame no olho, decorrente do soco que levou do Henri. "Ele foi ao médico no dia seguinte, e recebeu o laudo de um derrame no olho".

O advogado disse que Henri contou em seu depoimento na delegacia que não lembrava como a confusão aconteceu. "No depoimento que ele fez no dia 31 de dezembro aqui na delegacia de Maceió, ele afirma para o delegado que não lembra de nada. Ele sabe que houve a confusão, mas não sabe explicar o por que. A gente sabe explicar o por que. Foi errado, violência é um erro, mas a história não foi bem como ele contou", disse Lucas, que pretende abrir um processo contra o ator:

"Temos uma ocorrência hoje em que existe uma vítima, que é o Henri Castelli, e o agressor chamado Guilherme. Porém, com o andar da carruagem, a gente espera que a verdade apareça, e a partir do momento que meus clientes forem absolvidos, vamos mover um ação de reparação por donos morais, porque essas pessoas foram desmoralizadas, para que posam indenizados por esse constrangimentos que estão passando".

A versão do ator

Nesta segunda, Henri relatou o ocorrido através de uma série de vídeos no stories do Instagram.

"Anunciaram há pouco que eu entrei numa briga em Alagoas, o que não é verdade. Foi muito triste o que aconteceu comigo. Vocês devem ter visto que eu dei entrada na Santa Casa de Alagoas no final do ano por ocasião de um acidente na academia. Mas a verdade é que não foi um acidente e não foi na academia. Eu fui agredido covardemente, sem que eu pudesse reagir ou me defender.Eu estava com alguns amigos e, do nada, fui puxado pelas costas, pelo pescoço, jogado no chão e agredido. Vítima de socos e chutes no rosto, que levaram a uma fratura exposta na minha mandíbula. A impressão que eu tinha é de que minha boca estava pendurada naquele momento", disse,
"Os vídeos serão juntados ao processo. O médico e sua equipe optaram por amarrar a minha boca com um fio de aço para que eu fizesse a cirurgia em São Paulo e pudesse cumprir meus compromissos de trabalho", detalha.

"Minha assessora me ligou perguntando por que eu havia ido ao hospital. Decidimos falar sobre o acidente na academia para não assustar a minha família. Minha mãe só soube de tudo quando eu voltei do hospital", diz ele, afirmando que fez a denúncia numa delegacia e no IML fazer corpo de delito.

"Já naquele momento foi possível identificar os agressores. Alguns já foram chamados para prestar esclarecimentos. Era dia 30 de dezembro, e o laudo foi juntado apenas na segunda-feira seguinte ao Ano Novo", conta ele, chorando.

"Pensava apenas na minha família, nos meus filhos. Fiquei com muito medo de ficar com sequelas pra sempre. Minha boca ainda tá torta, e ainda está muito inchado, muito roxo. Fui para o hospital, para o Einstein, e fiquei internado. No dia seguinte, dia 8, eu estava indo para uma cirurgia. Foi preciso tomar uma anestesia geral e graças a Deus foi tudo bem. De início eu ficaria internado até ontem, mas tive alta no mesmo dia".

"Ia vir contar no sábado, só que acordei com um novo hematoma no rosto e no peito. Fui novamente à delegacia fazer um novo laudo. Agora vou precisar de descanso, acompanhamento clínico por um tempo, remédio e torcer para que não haja sequela nenhuma. Há muito o que se fazer ainda", espera.
"Eu perdoo, não tenho raiva nenhuma. Só quero me recuperar e rezar para ficar sem sequela nenhuma", finaliza.