Advogado é acusado de agredir física e verbalmente mulher trans em Juiz de Fora: “Traveco de merda”

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Caucasian angry and aggressive man threatening with fist.
Foto: Getty Images

O advogado Lenilson Alexandre Fonseca é acusado de agredir uma mulher transexual em Juiz de Fora, Minas Gerais. O caso aconteceu na última quarta-feira, 6, quando o advogado entrou no apartamento da avó, que está desocupado e anunciado para ser alugado. Lá, encontrou Julia Medeiros.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, Lenilson teria chamado Julia de “traveco de merda” e agredido a mulher com socos e chutes. O caso está sendo pela Polícia Civil de Minas Gerais e foi denunciado ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB do estado. A entidade, no entanto, ainda não se pronunciou.

Julia vive no mesmo prédio em que a avó de Lenilson tem o apartamento, administrado por ele. Ela admite que entrou no apartamento sem autorização e relata que pediu a um amigo para fingir que estava interessado na locação. Assim, o homem conseguiu as chaves com a imobiliária e deixou a porta aberta para que Julia pudesse entrar.

De acordo com os autos, divulgados pelo Estadão, a mulher disse que sabe das consequências que pode sofrer pela atitude. Por isso, não reagiu quando o advogado entrou no apartamento. Ela alega que estava conversando com um amigo, enquanto Lenilson afirma que Julia estava tendo relações sexuais com um homem.

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Segundo o advogado da vítima, Júlio Mota, ela teria sido agredida por Lenilson com socos, chutes e puxões de cabelo, além de ter sido xingada por ele de “traveco de merda”. A agressão foi filmada por Julia e o material foi entregue à Polícia Civil.

Lenilson nega o xingamento e afirma que tem uma pessoa trans na família. Ele ainda diz que o vídeo foi editado, pois não mostra o que aconteceu antes de ele “explodir”.

Entidades ligadas aos Direitos Humanos publicaram uma nota em defesa de Julia. Segundo o estadão, a OAB de Juiz de Fora se recusou a assinar a carta de repúdio escrita pelas instituições.

O caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para que os fatos sejam apurados.