Advogado é investigado por fazer gesto nazista a árbitro austríaco durante pelada

Advogado é investigado após gesto nazista em pelada - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Advogado é investigado após gesto nazista em pelada - Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Advogado está sendo investigado por gesto nazista durante partida de futebol

  • Ele ofendeu um árbitro de origem austríaca durante evento da OAB do Distrito Federal

  • Rapaz disse que pediu desculpas e que caso já foi resolvido

Um advogado está sendo investigado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por fazer uma saudação nazista para um árbitro de futebol austríaco durante uma partida organizada pela instituição.

De acordo com informações do portal UOL, o episódio aconteceu no último sábado em evento da OAB do Distrito Federal, no Setor de Clubes Sul, durante "pelada" entre os times das subseções de Brazlândia e de Taguatinga.

Françoar Dutra, que se identifica como presidente da subseção de Brazlândia nas redes sociais, estava no banco de reservas de seu time quando se irritou com uma falta marcada, pedindo cartão amarelo ao jogador de Taguatinga.

O rapaz foi repreendido pelo árbitro reserva, o que o deixou enfurecido. "Ao perceber que o árbitro reserva não é brasileiro, e sim austríaco, o atleta se afastou e fez o 'gesto de Hitler', levantando o braço direito, dizendo as seguintes: 'Heil Hitler'", diz um trecho da súmula da partida.

O advogado Kiko Omena, que presenciou o ocorrido, confirmou o relato e disse que a vítima ficou profundamente abalada com a ofensa.

"Ele (árbitro reserva) não conseguia falar, chorava muito. Nunca presenciei uma cena tão triste. Chamei o árbitro, falei o que estava acontecendo, o árbitro expulsou Françoar e começou aquele tumultuo", relatou ao UOL.

Em nota, a OAB/DF informou que abriu processo para apurar os fatos e que não coaduna com quaisquer atitudes discriminatórias.

Versão do advogado

Ao UOL, Françoar afirmou que se sentiu repreendido ao reclamar de uma agressão contra um colega de equipe e garantiu que não conhecia o árbitro ou o país de origem dele.

"Me senti repreendido de forma excessiva pelo árbitro da súmula, momento em que lhe disse que estava se portando de forma 'ditatorial'. Falei na forma coloquial e em sentido figurado."

O advogado disse, ainda, que pediu desculpas ao rapaz após o término da partida e que "ali ficou o acontecido".