Advogado de Flávio e Anderson Torres assume defesa de ex-auxiliar de Bolsonaro

O criminalista Rodrigo Roca, que advoga para o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, está assumindo a defesa do coronel do Exército Mauro Cesar Barbosa Cid em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Cid foi pivô da crise que levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a demitir o então comandante do Exército, Júlio Cesar de Arruda, um mês após nomeá-lo.

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Roca já havia atuado na defesa do coronel Cid quando o oficial foi denunciado pelo Ministério Público Militar no processo que apurou responsabilidades sobre a morte do cadete Renan Vasconcelos Borges Gama, de 23 anos, do terceiro ano do curso de Artilharia da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Renan, que teria se queixado de dores durante um exercício militar, morreu em 2011, após crise de insuficiência renal.

Roca deve começar o trabalho de defesa pelo inquérito que investiga o papel de Jair Bolsonaro na divulgação de informações falsas sobre a vacina contra coronavírus, entre a relação do medicamento com o desenvolvimento do vírus e HIV. Coronel Cid, no caso, teria sido o responsável pela divulgação desta fake news. A suposta mobilização de Cid para a realização de atos antidemocráticos também é alvo da Corte, assim como, segundo o portal Metrópoles, o pagamento de contas pessoais de Bolsonaro em dinheiro vivo.

No caso do cadete da Aman, o Superior Tribunal Militar (STM) confirmou a decisão da primeira instância no sentido de rejeitar a denúncia, contra a posição do relator do caso, ministro Artur Vidigal de Oliveira. O cadete Renan passou mal, no dia 24 de setembro de 2011, após retornar de um exercício militar. Após ser internado, seu estado de saúde se agravou, com infecção generalizada e morte cerebral.

Roca, ex-titular da Secretaria Nacional do Consumidor no governo Bolsonaro, assume o segundo caso envolvendo um colaborador próximo do ex-presidente. Ele também advogou para o senador Flávio Bolsonaro, no caso das rachadinhas, para o ex-governador Sergio Cabral e para ex-agentes do regime militar envolvidos em tortura, morte e desaparecimento de presos políticos entre 1964 e 1985.